INE Aponta Queda da Confiança Empresarial Pelo Sexto

INE Aponta Queda da Confiança Empresarial Pelo Sexto

advertisemen tO Indicador de Clima Económico (ICE), instrumento utilizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) para aferir a confiança das empresas moçambicanas, voltou a registar um recuo no quarto trimestre de 2025, consolidando uma tendência negativa que já se verifica há seis trimestres consecutivos, segundo informou a Lusa. Segundo os dados divulgados pelo INE, o ICE desceu para 88,5 pontos no período entre Outubro e Dezembro, depois de ter atingido 89,8 pontos no terceiro trimestre e 90,3 no segundo. Este valor aproxima-se do mínimo histórico de 81,5 pontos registado no terceiro trimestre de 2020, período fortemente afectado pelos efeitos da pandemia. O documento indica que esta trajectória descendente está em consonância com o enfraquecimento das perspectivas de emprego, que registaram também o quarto trimestre consecutivo de diminuição, embora se tenha verificado uma estabilização recente. Já a expectativa de procura apresentou uma recuperação ligeira, interrompendo o ciclo de avaliações negativas iniciado no segundo trimestre de 2024. Do ponto de vista sectorial, a deterioração do clima económico foi particularmente influenciada pela queda acentuada da confiança no sector do comércio, contrariando as previsões do trimestre anterior. O sector dos serviços registou uma ligeira redução, enquanto a actividade industrial apresentou uma avaliação positiva, contribuindo para atenuar o impacto negativo geral. No que respeita às expectativas de preços de bens e serviços, o ICE registou nova quebra, mantendo a tendência desfavorável observada nos últimos quatro trimestres, após ter atingido o pico dos 13 trimestres anteriores no final de 2024. Durante o quarto trimestre, 40,7% das empresas inquiridas reportaram ter enfrentado obstáculos à sua actividade, o que representa um acréscimo de 1,2 ponto percentual face ao trimestre anterior. A produção industrial foi o sector mais afectado, com 46% das empresas a registarem constrangimentos, seguida dos serviços (39%) e do comércio (37%). Entre os factores externos com impacto sobre a actividade económica, destacam-se os protestos pós-eleitorais ocorridos entre Outubro de 2024 e Março de 2025, que bloquearam o funcionamento da economia em diversas regiões do país e levaram à morte de mais de 400 pessoas em confrontos com as forças policiais.advertisement

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