Inflação em Espanha cai para 3,2% em abril

Essa moderação da inflação anual em abril (alta de preços na comparação com o mesmo período do ano anterior) se deveu, principalmente, à energia elétrica, que caiu mais do que em abril de 2025, disse o IBGE. Em sentido contrário atuaram os preços dos combustíveis, que subiram em abril deste ano e haviam caído no mesmo mês de 2025. Os preços dos combustíveis foram afetados pela guerra entre Estados Unidos e Israel e o Irã, iniciada no fim de fevereiro. Já a inflação subjacente (sem a energia e os produtos alimentícios frescos, tradicionalmente os mais voláteis da cesta de compras), foi de 2,8% em abril na Espanha (menos um décimo que em março). Na evolução em cadeia (comparação com o mês anterior), o IBGE calcula que os preços subiram 0,4% em abril. O Governo espanhol aprovou um plano com 80 medidas para responder ao impacto nos preços da guerra no Oriente Médio que está em vigor desde 20 de março. As medidas incluem a queda do IVA nos combustíveis, na eletricidade e no gás natural de 21% para 10%, assim como descontos e ajudas no gasóleo para transportadoras e para o setor da agropecuária e da pesca e apoios para a compra de fertilizantes para a agricultura. Em paralelo, o executivo reforçou o apoio para o pagamento de luz destinado a famílias consideradas vulneráveis e também foi estabelecido um preço máximo para o gás butano e propano. No caso da eletricidade, é uma queda global de 60% nos impostos e, nos combustíveis, o IVA passou para o valor mínimo permitido pela UE. O Ministério da Economia da Espanha considerou hoje que “as medidas de apoio a empresas e famílias, juntamente com a aposta pela soberania energética”, em referência às energias de fontes renováveis, conseguiram “amortizar o choque da guerra”. Diante da “queda dos preços da energia elétrica e do gás natural”, será possível “iniciar a desativação” de algumas medidas a partir de 1º de junho e outras a partir de 1º de agosto, acrescentou o Ministério, em comunicado. Leia Também: Portugal e Espanha têm papel crucial para relação UE/América Latina



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