Número de Processos Contra Branqueamento de Capitais Subiu

Número de Processos Contra Branqueamento de Capitais Subiu

advertisemen tO número de processos relacionados à lavagem de dinheiro em Moçambique registrou, em 2025, um aumento de 19,4%, passando para 228 casos. Nesse período, o Ministério Público (MP) congelou mais de 4 bilhões de meticais (54 milhões de euros), em valores associados a esses processos, segundo foi anunciado nesta quarta-feira (22), no Parlamento. Ao apresentar aos deputados as informações anuais do MP referentes a 2025, o procurador-geral de Justiça, Américo Letela, explicou que foram ajuizados 228 novos processos, contra 191 no ano anterior. A estes se somaram 428 processos transitados, totalizando 656 casos analisados ​​ao longo do ano. Do total de processos analisados, 59 foram concluídos, 43 arquivados e o restante segue em andamento nos respectivos trâmites legais. Esses dados evidenciam o fortalecimento da atuação das autoridades judiciais no combate ao crime financeiro no País. Segundo o procurador-geral da República, continuam havendo movimentações de vultosas somas de dinheiro de origem duvidosa em nível nacional. Em muitos casos, o dinheiro é depositado em espécie, de forma fragmentada, e posteriormente transferido pelo sistema bancário, sendo rapidamente retirado. “Essas operações são frequentemente justificadas com supostas importações de mercadorias, aquisição de bens móveis com superfaturamento ou investimentos imobiliários. Mais recentemente, criptoativos também têm sido usados ​​nesses esquemas”, avançou o executivo. No plano internacional, a plenária do Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI) anunciou, em 24 de outubro, em Paris, a saída de Moçambique da chamada “lista cinza” de países sob vigilância em matéria de lavagem de dinheiro, três anos após sua inclusão. O governo já havia indicado que o País vinha cumprindo as recomendações exigidas. O MP ressaltou que Moçambique deve agora adotar medidas concretas para evitar o retorno a essa lista. Embora a saída reforce a credibilidade das instituições nacionais, ela exige igualmente maior vigilância sobre o sistema financeiro. Na mesma intervenção, o procurador-geral da República revelou que, desde o início dos ataques terroristas, pelo menos 462 pessoas já foram condenadas, defendendo, portanto, a criação de mecanismos de “desradicalização” após o cumprimento das penas. O oficial alertou ainda que o terrorismo em Cabo Delgado é financiado por várias vias, incluindo a colocação de barricadas em estradas para cobrança de valores. O oficial concluiu destacando a necessidade do fortalecimento da coordenação institucional e a criação de uma seção especializada nos tribunais da província. Fonte: Lusa

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