Parque do Bazaruto Alerta Para Riscos da Exploração de
advertisemen tO administrador do Parque Nacional do Arquipélago do Bazaruto, na província de Inhambane, Armando Nguenha, defendeu a adoção de medidas preventivas rigorosas para salvaguardar a vida marinha, diante de possíveis projetos de exploração de hidrocarbonetos na região, informou a Agência de Informação de Moçambique. A posição vem na sequência de informações que apontam para a possibilidade de desenvolvimento de atividades de prospecção ao largo da costa de Inhambane. O projeto, que pode abranger áreas próximas a zonas sensíveis de conservação, incluindo o Santuário de Fauna Bravia de Kewene e a Reserva Nacional de Pomene, tem levantado preocupações entre os gestores de áreas protegidas, que alertam para os potenciais impactos sobre ecossistemas marinhos frágeis. Citado pelo jornal O País, Armando Nguenha ressaltou que a exploração de hidrocarbonetos e a conservação da vida marinha não devem coexistir em áreas próximas, defendendo a necessidade de uma clara separação geográfica entre essas atividades. “A exploração de hidrocarbonetos e a conservação da vida marinha não devem ocorrer em áreas próximas, devido aos riscos ambientais associados. Operações como a prospecção sísmica podem interferir diretamente nos sistemas de comunicação dos animais marinhos, com efeitos nocivos para espécies como tubarões, baleias e outras formas de vida dependentes do equilíbrio do ecossistema”, disse. O oficial explicou ainda que a realização de atividades sísmicas nas proximidades dos limites do parque pode ter impactos particularmente negativos, uma vez que o som se espalha por grandes distâncias no ambiente aquático. “A vida marinha e a prospecção são atividades incompatíveis”, advertiu. Nguenha também alertou que mudanças no ambiente acústico do oceano podem causar o afastamento ou mesmo o desaparecimento de espécies sensíveis, comprometendo o equilíbrio ecológico da região. “Poderemos obter resultados contrários aos princípios de conservação. Portanto, qualquer atividade de exploração deve ser acompanhada de tecnologias e práticas que minimizem os riscos para os ecossistemas”, disse ele.



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