Investimento da Jerónimo Martins deve ficar em 1,2 mil

PSI em baixa com Jerónimo Martins a descer 2,42% e BCP a

“O programa de investimento mantém-se como primeira prioridade de alocação de capital, devendo, em 2026, situar-se em cerca de 1,2 mil milhões de euros”, diz o grupo, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), em linha com o realizado em 2025. O resultado líquido da Jerónimo Martins subiu 7,9% no ano passado, face a 2024, para 646 milhões de euros. De acordo com as perspectivas para este ano, o grupo ressalta que nos primeiros meses deste ano “persiste o contexto de alta incerteza geopolítica, afetando o sentimento das famílias e dos demais agentes econômicos”. Nos mercados onde estão presentes, “antecipa-se que os consumidores continuem priorizando preços baixos e promoções, e que a intensidade da concorrência no varejo alimentar não dê sinais de diminuir”. Na Polônia, “onde o contexto competitivo permanece intenso, com os consumidores orientados para preços baixos e promoções e a inflação dos alimentos registrando níveis baixos, a disciplina operacional permanece central na defesa da lucratividade”, diz Jerónimo Martins. A Biedronka “prosseguirá o desenvolvimento de seu sortimento, incluindo reformulações e lançamentos, e alavancando no expressivo número de visitas que registra diariamente para fazer crescer o valor da cesta em áreas do sortimento com potencial identificado”, e “expandir e remodelar a rede de lojas continua sendo um pilar fundamental na estratégia” do grupo. A Jerónimo Martins “prevê, ao longo de 2026, abrir mais de 120 lojas (líquidas) e realizar c. 250 reformas” no mercado polonês. “O foco na logística permanece, dando sequência ao projeto do primeiro armazém automatizado e à construção e abertura de um novo centro de distribuição, que elevará o número total para 18.” Na Eslováquia, “a Biedronka deverá avançar com a abertura de c. 35 novas lojas em 2026, permitindo à companhia continuar a ajustar o modelo de negócio a este novo mercado, enquanto constrói a sua relação com as famílias eslovacas e ganha capital competitivo”. A cadeia de bem-estar e beleza “permanecerá focada na gestão estratégica do mix de vendas que lhe permitiu proteger a lucratividade em um mercado muito competitivo, enquanto reforça sua diferenciação”. Ma marca vai continuar consolidar a sua rede de lojas na Polónia “com cerca de 30 novas localizações, com o canal de e-commerce a manter o seu papel central na estratégia de crescimento e de internacionalização”. Em Portugal, o Pingo Doce dará continuidade à execução do plano de investimento, que inclui cerca de 10 aberturas de novas lojas e cerca de 40 reformas. O Recheio “abriu já no início de fevereiro uma importante nova loja na zona da Grande Lisboa (…) e a rede de parcerias Amanhecer “continuará a sua trajetória de crescimento, contando neste momento 758 localizações”. Na Colômbia, a Ara “continuará dedicada a assegurar a preferência dos consumidores, prosseguindo com a sua expansão para reforçar presença no mercado e aumentar a sua escala”. Ao longo deste ano, “prevê-se a inauguração de cerca de 200 lojas e, já em janeiro de 2026 foi inaugurado um novo centro de distribuição em Medellin que irá melhorar a infraestrutura logística no país, sendo fundamental para a realização do plano de crescimento estabelecido”, acrescenta. Em 2025, “o programa de investimento totalizou 1,2 mil milhões de euros”, um aumento face ao ano anterior, atribuído “ao maior número de aberturas de lojas na Colômbia, ao início dos investimentos em dois novos centros de distribuição na Polónia e ao início das operações da Biedronka na Eslováquia”. O grupo refere ainda que, “àquele valor acrescem 85 milhões de euros de investimentos financeiros, canalizados principalmente para as áreas do salmão e do bacalhau de aquacultura na Noruega”. Leia Também: Lucro da Jerónimo Martins sobe 8% em 2025 para 646 milhões

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