Investimento em imobiliário comercial sobe 39% para 911

Associações do imobiliário propõem medidas para dinamizar

Em comunicado, a consultoria aponta ‘hospitalidade’ e varejo como os “segmentos em destaque”, concentrando, juntos, mais de 70% do investimento. Já a hotelaria liderou, com 39% do volume e crescimento de 130% na comparação anual, “apoiada na força do turismo”, e o varejo assegurou 37% da atividade, “beneficiando-se de níveis de afluência estáveis ​​e de uma oferta limitada de ativos ‘prime’ disponíveis no mercado”. A Savills ressalva que 53% do volume total de investimento em varejo correspondeu à venda de participações relacionadas ao Gaia Shopping e ao Arrábida Shopping, adquiridas por meio de uma parceria entre a Sonae Sierra e o Crédito Agrícola. Por sua vez, o segmento de escritórios representou apenas 5% do investimento no primeiro trimestre, queda anual de 53%. Segundo a consultoria, “esse desempenho não é resultado de falta de produto disponível, nem de demanda ocupacional fraca”: “Pelo contrário, é explicado principalmente por uma defasagem de expectativas de preço entre compradores e vendedores, que continua adiando a concretização de transações”, explica. Além disso, “Portugal enfrenta uma concorrência crescente de outros mercados europeus que oferecem ‘yields’ competitivos e disputam cada vez mais a atenção dos investidores”. Segundo a Savills, a logística apresenta “uma dinâmica estruturalmente semelhante”, já que, apesar de continuar a ser uma das classes de ativos mais procuradas nos mercados europeus, continua a registar em Portugal volumes transacionais “limitados pela reduzida oferta de ativos ‘prime’ a chegar ao mercado”. Quanto aos ‘data centers’, eles aparecem pela primeira vez com uma participação de 5% do investimento, marcando “a entrada desse tipo de ativo na estratégia dos investidores em Portugal”, em linha com a expansão das infraestruturas digitais na Europa. Citado no comunicado, o diretor e ‘head of Lisbon’ da Savills Portugal, Pedro Figueiras, considera que “o início de 2026 confirma a robustez do mercado de investimento imobiliário comercial em Portugal”. “Estamos assistindo ao fechamento de operações e a um apetite contínuo por parte de investidores nacionais e internacionais, especialmente nos segmentos com fundamentos mais sólidos. Num contexto em que o sul da Europa continua a chamar atenção pela combinação entre crescimento, procura turística e reconfiguração de cadeias logísticas, Portugal destaca-se pela estabilidade, pela qualidade do produto e pela capacidade de oferecer oportunidades com um perfil risco/retorno muito competitivo”, sustenta. Nesse contexto, o executivo diz encarar os próximos trimestres “com otimismo, baseado no apetite do capital, na dinâmica transacional em curso e na atratividade estrutural do país”. Em termos de capital, a Savills destaca, no trimestre, o peso de investidores institucionais e de fundos de ‘private equity’, que concentraram 64% do montante aplicado (34% relativo a investidores institucionais e 30% a ‘private equity’). Já o capital nacional consolidou uma participação de 47%, no que a consultoria interpreta como um “sinal de confiança dos investidores portugueses no mercado interno”, enquanto Estados Unidos, Espanha e França asseguraram 37% da atividade ‘cross-border’. O valor transacionado também foi apoiado por um aumento no ‘ticket’ médio das operações, que ficou em cerca de 32,5 milhões de euros, cerca de 2% acima do nível do ano anterior. Embora a incerteza global persista, a Savills considera que “o ambiente político estável de Portugal, os sólidos fundamentos do lado ocupacional e a demanda consistente dos investidores posicionam o país como um dos mercados imobiliários mais resilientes do sul da Europa”. Leia também: Primeiro-ministro britânico promete provar que críticos “estão errados”

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