Jerónimo Martins tem “estado absorvendo” alta dos

Jerónimo Martins tem "estado absorvendo" alta dos

“O impacto dos combustíveis é o único que sentimos” e que tem efeito “imediato”, os outros “temos que esperar a evolução”, disse Pedro Soares dos Santos, na coletiva de imprensa dos resultados do grupo relativos a 2025, acrescentando que “têm estado absorvendo” esse impacto. Já os fertilizantes estão com preço mais alto para a próxima safra, disse o gerente do grupo dono do Pingo Doce. Quanto à energia elétrica, Pedro Soares dos Santos disse que o grupo tem “preços negociados para alguns anos”. O presidente da Jerónimo Martins não avançou os custos do aumento do preço dos combustíveis e disse que no final deste mês (trimestre) a empresa vai avaliar, até porque não se sabe se o conflito vai perdurar. Questionado se irá manter os níveis da margem EBITDA (resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) em 2026 ao nível que estavam no final do quarto trimestre, Pedro Soares dos Santos rematou: “Diria que vai ser extremanente desafiante”. Se a crise se prolongar “tudo que está em redor da vida das pessoas dispara”, apontou, e estas vão ter de fazer escolhas. “Pode haver o risco”, não só em Portugal como na Polônia, de haver margens EBITDA mais baixas, admitiu. Mas “se tivermos uma dose de realismo, estamos mais bem preparados”, ressaltou o presidente e diretor-presidente do grupo. Em relação à inflação, ele apontou que ela é praticamente inexistente em Portugal e que na Polônia há uma grande deflação. O lucro líquido da Jerónimo Martins subiu 7,9% no ano passado, na comparação com 2024, para 646 milhões de euros. Em 2025, as vendas consolidadas subiram 7,6% (+6,7% a taxas de câmbio constantes), para 35.991 milhões de euros. O EBITDA totalizou 2.480 milhões de euros, uma alta de 11,1% em relação ao ano passado. Leia Também: “Paguei tudo, não devo nada”. Mário Ferreira nega fraude fiscal

Publicar comentário