LAR assegura transporte por via ferroviária e rodoviária no

LAR assegura transporte por via ferroviária e rodoviária no

A LAR adianta em comunicado que “ativou uma operação de contingência multimodal na Plataforma Multimodal do Dango (PMD), assegurando uma solução rodo-ferroviária, ligando o Porto do Lobito ao Dango — última estação operacional antes do Huambo — e, a partir daí, por via ferroviária, ao Luau e a Kolwezi (República Democrática do Congo)”. Vários trechos da Linha do Caminho de Ferro de Benguela ficaram danificados na sequência das cheias de 12 de abril, causadas pelo rompimento de um dique de proteção no rio Cavaco, que obrigou a interromper a circulação ferroviária entre o Negrão e o Cubal, deixou milhares de famílias desalojadas e causou pelo menos 19 mortos e 31 desaparecidos. Para garantir a continuidade dos fluxos de carga no Corredor do Lobito, a LAR decidiu recorrer também aos caminhões enquanto os trabalhos de reabilitação dos trechos afetados estão em andamento, e há um plano definido para a recuperação integral da infraestrutura. O tráfego internacional além do Huambo permanece sem interrupções, acrescenta a LAR. “Nos últimos dias, demonstramos um nível excepcional de resiliência e capacidade de execução. Em menos de duas semanas restabelecemos a operação e retomamos condições regulares de serviço, uma resposta que distingue este corredor”, disse o diretor executivo da Lobito Atlantic Railway, Nicholas Fournier, citado no comunicado. A primeira operação ferroviária no Dango — um trem da SONAGÁS, subsidiária da Sonangol — ocorreu em 20 de abril, seguida, em 24 de abril, pela expedição da primeira carga de cobre e enxofre do Lobito. A LAR acrescenta que tem trabalhado em estreita coordenação com as autoridades competentes, promovendo ações de conscientização junto às comunidades ao longo da linha em relação às novas condições de segurança rodoviária decorrentes do aumento do tráfego de caminhões, fornecendo igualmente apoio às famílias deslocadas pelas enchentes. A Lobito Atlantic Railway, formada pela Trafigura, Mota-Engil e Vecturis, detém uma concessão de 30 anos, sendo responsável pela modernização, manutenção e operação da linha férrea de 1.300 quilômetros que liga o Porto do Lobito ao Luau, na fronteira com a RDCongo. A LAR opera igualmente o Terminal Mineiro do Porto do Lobito, diretamente ligado à linha férrea. Leia Também: Prefeito de Maputo condenado a quatro meses de prisão

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