Lucro da Mota-Engil sobre 9% para 133 milhões de euros em

Lucro da Mota-Engil sobre 9% para 133 milhões de euros em

Em comunicado divulgado hoje, a construtora indica ter registrado EBITDA (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) recorde de 979 milhões, com “margem inédita” de 18%, alinhada a um crescimento de 27% da geração da Caixa (Cash-Flow operacional) para 924 milhões de euros. A empresa, que em 11 de março apresenta o novo plano estratégico até 2030, vai propor à assembleia geral de acionistas o pagamento de um dividendo por ação de 0,173 euros. Num ano com diversos “desafios internacionais”, o grupo refere ter tido uma “diminuição expectável” do volume de negócios para 5.301 milhões de euros, impactado, por exemplo, pelas eleições em Portugal, pelo período de transição politica que decorre habitualmente no México no primeiro ano de mandato presidencial. Quanto ao desempenho das diversas áreas de negócios, o grupo destaca o crescimento de 22% do faturamento na África para 2.129 milhões de euros, com um EBITDA que cresceu 25% para 565 milhões de euros (margem de 27%), impulsionado pelo crescimento de 73% no segmento de Engenharia Industrial. Na América Latina, onde é a segunda maior construtora e com o México pontificando como maior mercado, a Mota-Engil alcançou um faturamento de 2.006 milhões de euros, uma queda de 33%, mantendo a margem de EBITDA em 11%, “em linha com o histórico de uma região que retomará o crescimento já em 2026”, considerando os novos contratos de ferrovia angariados no México, assim como no Brasil, com projetos de Oil & Gas e o Tunel de Santos-Guarujás, diz a nota da empresa. No segmento de Meio Ambiente, onde o grupo atua nos setores de coleta e tratamento de resíduos, a Mota-Engil alcançou um crescimento de 15% no faturamento, para 652 milhões de euros, com margem EBITDA de 23%. A nível comercial a empresa destaca o aumento da carteira de pedidos para um nível recorde de 16,2 bilhões de euros. A empresa também ressalta que essa carteira de pedidos não inclui o contrato assinado (depois de dezembro) no Brasil, relativo à concessão do túnel Santos-Guarujá (1.255 milhões de euros) bem como a designação da Mota-Engil como entidade selecionada para execução de um trecho ferroviário em Portugal, entre Contumil e Ermesinde. Os chamados mercados core valem 72% do total, destacando-se México (22%), Angola (18%), Portugal (12%) e Nigéria (8%) como os mercados com maior volume a executar. Em relação a 2026, o grupo Mota-Engil destacou os principais objetivos a serem alcançados em 12 meses, que incluem o crescimento do faturamento em dois dígitos (10%–15%), a manutenção da margem EBITDA no nível alcançado em 2025 e uma margem líquida sustentada em cerca de 3%. Leia Também: BC alerta para risco de aumento da inflação com conflito no Oriente Médio

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