Lucros do BNU em Macau caem 17% entre janeiro e março

Apesar da queda anual, o BNU ressaltou que os resultados revelaram uma evolução positiva ao longo do trimestre, com aumentos sucessivos de janeiro a março. “O desempenho do banco demonstrou uma dinâmica positiva durante o trimestre, com os resultados registrando um aumento mensal constante de janeiro a março”, indicou o BNU em comunicado. A margem financeira do BNU ficou em 214,2 milhões de patacas (22,7 milhões de euros), menos 8% em termos anuais, influenciada pela evolução das taxas de juros. Já a receita líquida de comissões recuou para 20,7 milhões de patacas (2,2 milhões de euros), uma diminuição de 15,5%, atribuída a custos adicionais com prêmios relacionados a cartões de crédito. O crédito mal parado de empréstimos e investimentos financeiros totalizou 3,8 milhões de patacas (402 mil euros) caiu 29,3% em comparação com o primeiro trimestre de 2025, numa redução que a instituição diz refletir uma “gestão prudente do risco e a qualidade estável dos ativos do banco”. Segundo o BNU, os custos operacionais também “caíram ligeiramente”, para 104 milhões de patacas (11 milhões de euros), indicando que a “disciplina de custos e os ganhos de eficiência resultantes da simplificação de processos ajudaram a otimizar as despesas”, mantendo o apoio aos investimentos na transformação digital, no desenvolvimento de talentos e no reforço da marca. O crédito concedido atingiu 26,8 bilhões de patacas (2,84 bilhões de euros) em março, um aumento de 5,1% em relação ao ano anterior, enquanto os depósitos de clientes subiram para 35,5 bilhões de patacas (3,76 bilhões de euros), 8,7% a mais que no ano anterior. O BNU tem sede em Macau e pertence ao Grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD), sendo, juntamente com o Banco da China, emissor de moeda na região administrativa especial da China. Entre as três subsidiárias estrangeiras da CGD, o BNU contribuiu com 13 milhões de euros para os resultados totais do grupo no primeiro trimestre, mais do que o BCG Angola, que contribuiu cinco milhões de euros, mas menos do que o banco BCI em Moçambique, que gerou 24 milhões de euros. O BNU também ressaltou que a filial na vizinha zona econômica especial de Hengqin (ilha da Montanha) continua a “desempenhar um papel estratégico no apoio a investidores de Macau e Hong Kong” como um centro financeiro transfronteiriço que apoia a colaboração econômica entre a China continental, Macau e os países de língua portuguesa. O BNU também destacou que a posição de capital e liquidez do banco permanece robusta, permitindo “navegar em condições de mercado complexas”. Os bancos de Macau obtiveram lucro de 4,02 bilhões de patacas (426 milhões de euros) nos três primeiros meses do ano, 5,4% a mais que no mesmo período de 2025. Leia Também: Lucros da operadora de jogos Macau Galaxy sobem 8% entre janeiro e março



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