Lucros do Grupo Nedbank Aumentaram 6% no Primeiro Semestre

Lucros do Grupo Nedbank Aumentaram 6% no Primeiro Semestre

advertisemen tO Grupo Nedbank, uma das principais instituições bancárias de África, com presença na África do Sul, Namíbia, Essuatíni, Moçambique, Lesoto e Zimbabué, divulgou nesta quarta-feira, 6 de Agosto, os seus resultados financeiros referentes ao primeiro semestre de 2025, reportando um crescimento de 6% nos resultados líquidos, que atingiram 8,4 mil milhões de rands (467,8 milhões de dólares). “O aumento dos resultados líquidos foi impulsionado pelo crescimento das receitas não provenientes de juros e dos rendimentos de associados, bem como pela melhoria contínua nos encargos com imparidades e por uma boa gestão dos custos subjacentes, parcialmente compensados por um crescimento moderado da margem financeira”, descreve a instituição bancária. Através de um comunicado consultado pelo Diário Económico, o banco avança ainda que, no período em análise, a rentabilidade dos capitais próprios também melhorou ligeiramente para 15,2%. Citado no documento, Jason Quinn, presidente-executivo do Nedbank, referiu que o ambiente operacional durante o primeiro semestre foi desafiante, destacando que “a incerteza em torno das políticas dos Estados Unidos da América, nomeadamente as tarifas, bem como os conflitos geopolíticos, resultaram numa significativa volatilidade dos mercados financeiros e numa redução da confiança empresarial.” O responsável explicou que, por exemplo, na África do Sul, a recuperação económica “perdeu fôlego, com o crescimento do Produto Interno Bruto real a diminuir para 0,1% no primeiro trimestre de 2025”. Mesmo perante estes desafios, Jason Quinn sublinhou que “o balanço do grupo manteve-se muito robusto.” Dados específicos de Moçambique Entretanto, no que diz respeito aos resultados somente do Nedbank em Moçambique, a nota revela que os mesmos aumentaram para 516 milhões de meticais (8 milhões de dólares), e que houve um crescimento dos activos em 791 milhões de meticais (12,2 milhões de dólares). “No primeiro semestre de 2025 registou-se a melhoria da rentabilidade dos capitais próprios para 16,59% e o rácio de eficiência caiu para 45,07%, face aos 54,98% anteriores. Já o rácio de liquidez reforçado situou-se nos 54,10%, significativamente acima do mínimo regulamentar de 25%”, avançou. “O aumento dos resultados líquidos foi impulsionado pelo crescimento das receitas não provenientes de juros e dos rendimentos de associados, bem como pela melhoria contínua nos encargos com imparidades e por uma boa gestão dos custos subjacentes, parcialmente compensados por um crescimento moderado da margem financeira.” O documento partilhado com o Diário Económico demonstra que a estrutura de capital sólida teve um rácio de solvabilidade de 32,07%, superando largamente o mínimo exigido de 12%, contando ainda com uma carteira de títulos robusta, com mais de 11,3 mil milhões (175,3 milhões de dólares) em activos altamente líquidos. “Houve ainda o aumento de 4% do número total de clientes activos, atingindo 19 428, sendo que 65,2% destes estão digitalmente activos. Os utilizadores activos do mobile banking também aumentaram 8,6%, totalizando 10 927, e as transacções digitais cresceram 11,2% em termos homólogos, ultrapassando 1,4 milhão de operações”, conclui. Recentemente, o Nedbank Moçambique foi distinguido com o prémio de Melhor Banco Digital de Moçambique pela revista britânica Global Banking and Finance Review. Este reconhecimento internacional reafirmou a posição do banco “como líder na transformação digital do sector financeiro moçambicano.” A entidade disse que o prémio reflecte a consistência e a eficácia da estratégia digital do Nedbank, baseada numa abordagem centrada no cliente e na integração total dos canais digitais. Através do desenvolvimento contínuo de soluções tecnológicas inovadoras, o banco tem assegurado uma experiência bancária simples, segura, acessível e uniforme, independentemente do canal. Texto: Cleusia Chirindza

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