Mau tempo: Clientes das áreas afetadas podem pedir

Questionada pela Lusa em relação ao fato de vários clientes estarem recebendo faturas com o valor acumulado de mais de um mês, fonte oficial da EDP confirmou que, “nas últimas semanas, iniciou o processo de retomada da cobrança aos clientes afetados pelas tempestades de janeiro e fevereiro, após ter suspendido esse envio durante as semanas de mau tempo, para que isso não fosse uma preocupação para as famílias e empresas”. Ressaltando que “aceitou todos os pedidos de parcelamento dos clientes das áreas afetadas”, cumprindo “escrupulosamente as determinações do regulador”, a EDP diz que todos os clientes dos municípios afetados que ainda não o fizeram “podem pedir o parcelamento das faturas de janeiro a abril, sem quaisquer juros ou encargos”. Para tanto, devem entrar em contato com a EDP Comercial através de um formulário disponível no ‘site’ da empresa (www.edp.pt — área de cliente — pedidos de apoio — criar pedido de apoio), da linha telefónica ou presencialmente nas lojas e agentes. Além disso, o cliente pode escolher a data em que quer começar a pagar as contas em questão, podendo começar a pagar apenas 30 dias depois do início do processo de acordo de pagamento, diz. A Entidade Reguladora de Serviços Energéticos (ERSE) determinou um conjunto de medidas extraordinárias aplicáveis aos clientes afetados pelo mau tempo, entre elas o parcelamento das contas de luz e gás, a dispensa do pagamento da potência contratada durante o período de interrupção do fornecimento e a proibição de as comercializadoras cortarem a luz por falta de pagamento. Tendo como objetivo a “proteção dos clientes e consumidores de energia nos municípios afetados”, o regulador decidiu que fossem instituídos planos de parcelamento e criadas “regras especiais relativas às variáveis de faturamento ajustadas à situação, em termos mais favoráveis para os consumidores afetados”. Adicionalmente, estabeleceu que a estimativa de consumo de energia para o período de tempo em que os clientes tiveram o fornecimento de energia elétrica interrompido é nula, conforme previsto no Guia de Medição, Leitura e Disponibilização de Dados do Setor Elétrico. Os temporais que atingiram o território continental durante cerca de três semanas provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas, e a situação de calamidade que abrangia os 68 municípios mais afetados terminou em 15 de fevereiro. Leia Também: Acionistas da EDP deliberam sobre dividendos de 857,7 milhões



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