Metrobus do Porto registra média de seis mil viagens por dia

“Neste momento, temos registro de cerca de seis mil viagens/dia” no metrobus, disse Cristina Pinto Dias, no âmbito do Congresso Cidades e Vilas que Caminham 2026, a decorrer no Porto. Admitindo que duas pessoas viajam para cada carro individual, a governante estimou que o metrobus permitiu tirar “três mil veículos por dia” das ruas da cidade desde 28 de fevereiro, data em que começou sua fase experimental gratuita ao público. “O BRT (metrobus) veio efetivamente fazer uma mudança estrutural na mobilidade urbana e metropolitana”, disse, ressalvando, contudo, que é “absolutamente essencial” que se assegure que é possível ter transporte público com tempos de viagem competitivos face ao transporte individual. Para Cristina Pinto Dias, os políticos devem trabalhar “essa dimensão e esse componente, para que as pessoas sintam que faz diferença andar de transporte público, que fazem a viagem de forma mais rápida, portanto, em menor espaço de tempo”. “Estamos falando de 76 milhões de euros que saiu do bolso dos contribuintes. E, portanto, é importante que se maximize esse ativo que está, neste momento, à disposição da mobilidade, no caso, da mobilidade da cidade do Porto”, frisou. Cerca de um ano e meio após o fim das obras entre Casa da Música e Império, o metrobus do Porto iniciou em 28 de fevereiro a fase experimental gratuita ao público, que durará um mês até o início do serviço comercial. O serviço, gratuito durante este mês, opera entre 06:00 e 22:00, com frequências de 10 minutos aos horários de pico e 15 minutos nos demais horários, frequências previstas também para o serviço comercial que começa em 01 de abril, sendo tempos abaixo do previsto quando do anúncio do projeto, em 2021. O metrobus é um ônibus a hidrogênio que circula nas avenidas Marechal Gomes da Costa e Boavista (nesta em via dedicada), com parada nas estações Guerra Junqueiro, Bessa, Pinheiro Manso, Serralves e João de Barros. Por enquanto, fica de fora a extensão do serviço até a Anémona, com paradas em Antunes Guimarães, Garcia de Orta, Nevogilde e Castelo do Queijo, que está em obras. De acordo com o estudo de demanda realizado, o potencial de captação da linha Império-Boavista é de 7,4 milhões de passageiros em 2027, “ano cruzeiro da operação”. “Em relação aos modos competitivos, há uma diminuição nos usuários de transporte individual, de 1,5 milhão de passageiros, em paralelo a uma redução nos usuários de transporte público (considerando passageiros da STCP, operadores privados e trem) de 700 mil passegeiros”, diz o estudo. Leia Também: INEM quer aplicar penalidades de € 926 mil à empresa de helitransporte



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