Ministro da Economia garante: “Neste momento, o PRR não está

“Eu gostava de tranquilizar as pessoas quanto ao PRR. É verdade que quando este Governo iniciou funções, o PRR estava bastante atrasado, mas temos vindo a recuperar dos atrasos e, neste momento, não está atrasado”, declarou o governante social-democrata aos jornalistas. Castro Almeida falava à margem de um evento no Palácio na Bolsa, no Porto, e lembrou que o próximo pedido de pagamento, o nono e penúltimo, “também vai ser apresentado dentro do prazo”, como os últimos que entregaram, e o 10.º também, o que em si prova “que as coisas estão no prazo”. Questionado sobre projetos considerados preocupantes, pelos atrasos, comentou que a função do Governo é “resolver problemas”, e admitiu “muitas situações difíceis”, mas que cabe ao executivo gerir para que “não se desperdice nem um euro do dinheiro que a Europa coloca à disposição de Portugal”, o que disse que não irá acontecer. “Dificuldades há, atrasos há, muitos problemas a resolver há. Falo de atrasos pontuais, há várias obras que estão com dificuldades. Nossa missão é resolver esses problemas. (…) A reprogramação é um ato de gestão”, defendeu. Castro Almeida respondia, ainda, a críticas do Partido Socialista (PS) às reprogramações do plano. “Acho ruim o petista falar isso, abrindo uma guerra partidária sobre esse assunto, que é nacional”, criticou. Gerir, no entendimento do ministro, implica “retirar alguns projetos que estavam no PRR” e reafetar o dinheiro para outros “que sejam viáveis dentro do prazo”. Questionado sobre as obras do Metrô do Porto, ele disse que essas, como todas abrangidas pelo PRR, “não vão ficar paradas, há outras fontes de financiamento para garantir a construção das obras”. O Ministério da Economia já disse que o projeto saiu do PRR e a Metro do Porto já divulgou que, diante dos atrasos nas obras da Linha Rubi, não vai aproveitar os recursos do PRR na íntegra, buscando outros fundos europeus para financiar a empreitada. O almoço no Porto foi dedicado aos 25 anos da classificação pela Unesco como Patrimônio Mundial do Alto Douro Vinhateiro, o que o ministro considerou “uma oportunidade para reconhecer o valor excepcional deste território”. “O Douro não é apenas um cenário de beleza, é espaço de produção, símbolo da nossa cultura e marco estratégico da economia portuguesa”, declarou, lembrando o “papel estruturante” do setor de vinhos na economia nacional. Há “grande caminho a percorrer”, avisou, porque a região do Douro “foi a que mais cresceu no Norte desde 2001”, mas continua abaixo da média em termos de PIB per capita na região nortenha. Leia Também: PRR: “Temos risco de 30 a 40 escolas não serem concluídas”



Publicar comentário