FESAHT adere à greve geral convocada pela CGTP

FESAHT adere à greve geral convocada pela CGTP

Em comunicado, a estrutura sindical considerou que, no atual contexto de aumento do custo de vida, “em que todos os setores de atividade deveriam estar valorizando os salários”, o Governo e os representantes dos patrões propuseram uma reforma da legislação trabalhista “que visa somente proteger e aumentar a exploração dos empregadores sobre quem trabalha”. “Os trabalhadores da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal não vão, uma vez mais, cair na retórica demagógica, que só com aumento da precariedade, perca de direitos e o ataque à dignidade profissional e laboral se consegue valorizar salários e aumentar produtividade”, lê-se no comunicado. A FESAHT também ressaltou que a indústria do turismo, alimentos e bebidas, apesar dos “recordes nos lucros ano após ano, ao longo de todo o século XXI”, nunca considerou “valorizar salários, melhorar horários, combater a descriminação entre mulheres e homens”. “É o setor do salário mínimo nacional”, disse. Para a federação sindical, a reforma trabalhista do governo “ameaça pilares essenciais da proteção ao trabalho e enfraquece direitos fundamentais, em especial, ao pretender demissões sem justa causa, ataque à negociação coletiva, limitação de direitos de greve e organização sindical, limitação de direitos de parentalidade, imposição de bancos de horas individuais, entre outras malfeitorias”. O governo aprovou na quinta-feira em Conselho de Ministros a proposta de lei de revisão da lei trabalhista, que será enviada ao parlamento. O anúncio foi transmitido pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, em conferência de imprensa, uma semana depois de o Governo ter dado por encerradas as negociações sobre as alterações à legislação laboral sem acordo na Concertação Social. Leia Também: Brasil apreende 48 toneladas de açúcar por suspeita de adulteração

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