Montenegro se compromete a ligar Beja, Évora e Portalegre

Montenegro se compromete a ligar Beja, Évora e Portalegre

“O objetivo é que tenhamos todas as capitais de distrito servidas e ligadas por autoestrada, é um compromisso, foi um compromisso que o Manuel Castro Almeida (ministro da Economia) assumiu e que vai cumprir conosco”, disse. Luís Montenegro, que falava no Centro de Ciência do Café, em Campo Maior, distrito de Portalegre, onde o grupo Delta apresentou os últimos investimentos superiores a 20 milhões de euros para aumentar a capacidade da fábrica, lembrou que já estão a ser desenvolvidos estudos para que Portalegre possa possuir ligação por autoestrada. “Neste momento temos em procedimento o estudo para a ligação da autoestrada a Portalegre e estamos vislumbrar, quer a norte quer a sul, quer a ligação de Portalegre à A6 e quer a ligação de Portalegre à A23 e já está em execução a obra que ligará a A2 a Beja”, disse. “Portanto, todas as capitais de distrito ficarão conectadas pela via rodoviária em formato autoestrada o que é um sinal significativo daquilo que são as condições que nós temos de dar ao território, para que ele esteja mais próximo, para que ele esteja naturalmente em igualdade de circunstâncias para poder também competir”, acrescentou. Em seu discurso, Luís Montenegro lembrou que o governo está “apostando em uma política fiscal mais amiga das empresas e do investimento”, e que “retire menos impostos para dar às empresas maior disponibilidade” e gerar melhores condições salariais aos trabalhadores. “Dá se a circunstância nesta ocasião de nós estarmos, de fato, apostando num modelo previsível de tributação, num modelo simplificado com o Estado, num modelo de criação de infraestruturas que favoreçam a ocupação do território, a distribuição de investimentos no território, como fator em primeiro lugar de coesão social focado nas pessoas, mas também em estratégia de desenvolvimento”, disse. Além de ressaltar que o Governo continuará promovendo o desenvolvimento agrícola e hídrico, o primeiro-ministro lembrou que devido aos conflitos que o mundo atravessa há um aumento do custo de vida. “É nessas horas onde nós não vamos meter a cabeça na areia e não vamos ficar reclamando dos problemas que temos que enfrentar. Nós, obviamente, estamos preocupados com eles, obviamente estamos dispostos, aptos e mobilizados, a dar resposta a esses problemas que são as nossas circunstâncias atuais”, disse “Nós estamos muito mais focados em juntar a isso a visão estratégica de futuro de que quanto mais fortes nós estivermos no futuro, quanto mais resilientes, quanto mais resistentes, quanto mais preparados para as adversidades, nós, naturalmente podemos no futuro enfrentar essas oscilações com menos perturbação do que é a normalidade da vida das pessoas”, acrescentou. Em Campo Maior, o Grupo Nabeiro-Delta Cafés apresentou ao primeiro-ministro um investimento de mais de 20 milhões de euros na fábrica Novadelta, visando “aumentar a capacidade” de produção de sua unidade industrial e “acelerar o crescimento” nos mercados internacionais, para alcançar o “Top 10” mundial das marcas de café. O projeto, iniciado em 2019, contempla um novo armazém de café verde, silos de armazenamento de café, um novo torrador de grande capacidade, novos moinhos industriais, novas linhas de embalagem de café e produção de cápsulas, além de um novo parque fotovoltaico e a integração de sistemas avançados de automação e digitalização, utilizando inteligência artificial e gestão da produção. Em comunicado, o Grupo Nabeiro- Delta Cafés indica que com esse investimento, a fábrica Novadelta “duplica sua capacidade de produção anual, atualmente de 100 toneladas de café por dia” e “se consolida como a maior” torrefatora da Península Ibérica. Leia Também: Da nova moratória ao bônus da aposentadoria: As pistas deixadas por Montenegro

Publicar comentário