Moratórias estendidas também para famílias (e mais apoio na

Moratórias estendidas também para famílias (e mais apoio na

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou esta quinta-feira que o Conselho de Ministro tomou “medidas importantes” relativamente ao setor primário em Portugal, defendendo que se trata de um “setor estratégico da economia” do país. 

“Tivemos ocasião de tratar de várias matérias, de natureza setorial, global, regional e nacional, muito centradas no tema da agricultura, da pecuária, do ambiente e do mundo rural, mas não só”, começou por referir em conferência de imprensa, em Beja.
Segundo o governante, foram tomadas “medidas importantes” no que diz respeito “ao apoio ao setor primário, de acordo com os que são os desafios mais imediatos”, após o comboio de tempestades que assolou o país em janeiro e o conflito no Médio Oriente. 
“Nós acreditamos na agricultura, no setor primário, como um setor estratégico da nossa economia e do nosso desenvolvimento por várias razões. Em primeiro lugar, porque são a garantia que temos mais segurança e autonomia alimentar e porque são a forma de aproveitarmos os nossos recursos naturais”, destacou.
Moratórias dos créditos “às empresas, instituições sociais e particulares” prolongadas por 12 meses
Confirmou, ainda, tal como tinha avançado no debate quinzenal de quarta-feira, na Assembleia da República, que o Conselho de Ministro aprovou “as moratórias dos créditos às empresas, instituições sociais e cidadãos particulares pelo período de 12 meses”. 
“Para além dos três meses que estiveram em vigência até agora, acrescentam-se mais 12 meses para que as empresas, instituições sociais e famílias, caso tenham essa necessidade, possam usufruir de um período maior para poderem estar isentos do capital e juros dos seus empréstimos”, frisou.
Sublinhe-se que, na sequência das tempestades que afetaram o país em janeiro e fevereiro, o Governo anunciou inicialmente a criação de moratórias de créditos nos empréstimos às empresas e no crédito à habitação própria e permanente dos particulares, durante um período de três meses, que é agora prolongado por mais 12 meses, até final de abril de 2027.
O Conselho de Ministros aprovou também um apoio de 20 milhões de euros “destinado a compensar os sistemas produtivos agrícolas mais expostos ao aumento dos custos de fertilizantes e energia”. 
Haverá ainda um “apoio financeiro excecional” de 60 milhões de euros, destinado a reabilitar infraestruturas agrícolas afetadas pelo mau tempo, que foi descrito por Luís Montenegro como sendo “um apoio ao regadio”.
(Notícia atualizada às 18h39)
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