Mota-Engil sobe para 52.ª posição no ‘top’ das 100 maiores

Mota-Engil sobe para 52.ª posição no 'top' das 100 maiores

De acordo com o relatório “Global Powers of Construction” (GPoC), em 2024 a Mota-Engil subiu para o lugar 52, após ter ocupado a posição 71 no ano anterior, com um volume total de vendas de 6.439 milhões de dólares (cerca de 5.605 milhões de euros) e uma capitalização bolsista de 925 milhões (805 milhões de euros).

O estudo indica que as 100 maiores empresas globais do setor de construção geraram no ano passado vendas totais de 1,978 biliões de dólares, tendo mais de metade desta receita (51,2%) origem em empresas chinesas, seguidas da Europa (22,0%), Japão (9,1%), Estados Unidos (8,8%) e Coreia do Sul (4,7%).
Face a 2023, a receita total obtida pela centena de empresas do ‘ranking’ desceu ligeiramente (- 1%), mas manteve uma distribuição “relativamente estável”, apesar da diminuição de 5% nas receitas em dólares americanos obtidas pelas empresas chinesas e de um aumento nas outras áreas geográficas relevantes.
Com 42 empresas no ‘ranking’, a Europa mantém a maior representação regional, tendo as vendas agregadas das construtoras europeias crescido 6,2%, para 435.900 milhões de dólares (379.437 milhões de euros), embora a sua capitalização de mercado tenha recuado 4,9%, penalizada sobretudo por três grupos franceses (VINCI, Bouygues e Eiffage).
Já os sete grupos espanhóis “destacaram-se pelo dinamismo”, com um aumento de 11,9% nas vendas, impulsionado principalmente pelas construtoras ACS e Acciona.
O relatório indica ainda que as empresas europeias continuaram em 2024 também a liderar ao nível da internacionalização: 66% das suas receitas foram obtidos em mercados externos, face a 63% em 2023.
No ‘ranking’ de vendas internacionais, a Vinci manteve a liderança pelo 3.º ano consecutivo, com 44.800 milhões de dólares (38.994 milhões de euros), correspondentes a 57,8% do seu volume de negócios.
Em 2024, a receita das 30 maiores empresas com vendas internacionais aumentou para 21,3% do total das vendas, a maior proporção dos últimos cinco anos e que compara com 18,4% em 2023.
Ainda assim, o estudo aponta que o setor “enfrenta desafios estruturais” como a escassez de mão-de-obra, volatilidade nos preços das matérias-primas, constrangimentos nas cadeias de abastecimento e pressão para adotar práticas mais sustentáveis.
Já no plano acionista, a capitalização bolsista conjunta das 100 maiores empresas cresceu 13,3%, passando de 703,2 mil milhões para 796.500 milhões de dólares (cerca de 669.700 milhões de euros). Os Estados Unidos e a Índia foram os principais motores desta valorização, com aumentos de 60.300 milhões e 25.000 milhões de dólares (52.478 milhões e 21.757 milhões de euros), respetivamente.
Após o abrandamento registado em 2024, atribuído à “incerteza geopolítica”, a Deloitte prevê que o setor da construção deverá crescer 5,5% ao ano entre 2025 e 2030, sustentada pela urbanização, envelhecimento da população, digitalização e descarbonização.
“Estes fatores deverão impulsionar investimentos significativos em transportes, energia, telecomunicações e ativos digitais, apoiados pela adoção de tecnologias como o ‘Building Information Modelling’ (BIM) e soluções de gestão baseadas em inteligência artificial”, detalha.
No entanto, refere, “a curto prazo as perspetivas permanecem incertas”: “Em 2024, a produção global da construção cresceu 3,1%, abaixo do ano anterior, e deverá desacelerar para 2,3% em 2025, devido a riscos de recessão e tensões comerciais, apesar da descida da inflação e do alívio nas políticas monetárias”, conclui.
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