Nedbank Moçambique Reforçou Capacidade Financeira e Manteve
advertisemen tO Nedbank Moçambique encerrou 2025 com um índice de solvência de 34%, significativamente acima do mínimo regulamentar de 12%, em um exercício marcado por instabilidade macroeconômica e escassez de divisas. No plano consolidado, o Grupo Nedbank registrou resultados líquidos de 930 milhões de dólares, um crescimento de 2% em relação ao ano anterior, enquanto a rentabilidade do patrimônio líquido ficou em 15,4%, acima do custo do patrimônio. Segundo o banco, a operação nacional manteve atuação resiliente “em um contexto macroeconômico desafiador, marcado pelo impacto pós-eleitoral e pela escassez de divisas”, preservando a estabilidade operacional e reforçando a capacidade de absorção de riscos. A gestão da carteira de crédito registrou uma evolução positiva, embora moderada, em um mercado caracterizado por crescimento econômico limitado e maior seletividade no financiamento. A instituição igualmente reforçou a cobertura de imparidades e manteve foco na qualidade dos ativos e na gestão prudente da carteira ALCO, em um período de maior volatilidade econômica. Em paralelo, avançou na modernização da infraestrutura central e no fortalecimento da capacidade de redundância frente a desastres, consolidando sua estratégia tecnológica. A aposta no digital foi distinguida com dois prêmios internacionais em 2025. No Grupo como um todo, o número total de clientes chegou a 8 milhões, enquanto os clientes ativos da aplicação Nedbank Money cresceram 14%, para 3 milhões, sustentando um aumento de 15% nos valores transacionados. No segmento Nedbank Africa Regions (NAR), que inclui Moçambique, 70% dos clientes ativos já usam canais digitais. No plano regional, os resultados líquidos do NAR recuaram 1%, ficando em US$ 86 milhões, principalmente pela diminuição dos resultados associados no segundo semestre do ano. Ainda assim, na região da SADC os resultados líquidos cresceram 15%, totalizando 36 milhões de dólares. A margem financeira líquida aumentou 9%, atingindo US$ 158 milhões, enquanto o saldo médio da carteira de crédito e adiantamentos cresceu 17%, ficando em US$ 1,4 bilhão, impulsionado por maior dinamismo da atividade corporativa. “Como Nedbank, permanecemos comprometidos em usar nossa experiência financeira para gerar impacto positivo.”Terence Sibiya – diretor-executivo do Grupo Nedbank responsável pelo NAR O rendimento não financeiro avançou 5%, para 100 milhões de dólares, refletindo maior atividade dos clientes, aumento das comissões no Lesoto e melhor desempenho das operações de negociação em Moçambique. As imparidades reduziram 7%, para 16 milhões de dólares, beneficiando-se de melhores recuperações e ajustes no modelo de perdas de crédito esperadas. No nível consolidado, o Grupo Nedbank encerrou o exercício findo em 31 de dezembro de 2025 com resultados líquidos de 930 milhões de dólares, representando um crescimento de 2% em relação ao ano anterior. O lucro diluído por ação aumentou 3%, enquanto a rentabilidade do patrimônio líquido ficou em 15,4%, acima do custo do capital próprio. Os índices de capital permaneceram robustos, com CET1 de 12,9% e Tier 1 de 14,5%, permitindo a declaração de um dividendo final de 1104 centavos por ação. “2025 foi um ano transformacional para o Banco, marcado por decisões estratégicas audaciosas”, disse o CEO do Grupo, Jason Quinn, citando a reestruturação das áreas de varejo e banco corporativo, a venda da participação no Ecobank Transnational Incorporated, a aquisição da fintech iKhokha e a oferta para adquirir 66% do capital do Grupo NCBA. Para 2026, o Grupo antecipa um crescimento do PIB sul-africano em torno de 1,5%, sustentado pelo consumo privado, em um contexto de juros mais baixos. Ainda assim, prevê que a rentabilidade do patrimônio líquido se mantenha acima de 15%, se aproximando dos níveis de 2025, e deve evoluir no médio prazo para cerca de 17%. Com uma capitalização de mercado equivalente a 7,4 bilhões de dólares no final de 2024, o Grupo Nedbank mantém presença na África Austral e em mercados internacionais estratégicos, reforçando sua aposta nas regiões da SADC e da África Oriental.



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