“Novas avarias”: Aumenta para 45 mil o número de clientes

"Novas avarias": Aumenta para 45 mil o número de clientes

O número de clientes da E-REDES sem energia elétrica voltou a subir, devido ao surgimento de “novas falhas”, informou a empresa, nesta sexta-feira. “A E-REDES tem continuado focada em restabelecer o fornecimento de energia elétrica, em particular nas zonas de maior impacto da Depressão Kristin. Na zona mais crítica, devido ao agravamento das condições climatéricas, às 08:00 de hoje, estavam cerca de 36 mil clientes sem energia, sendo que no total do território continental, havia 45 mil clientes sem energia devido ao surgimento de novas avarias e situações de inundações”, pode ler-se num comunicado enviado às redações. Na mesma nota, a E-REDES reforça o “alerta para que, caso identifique infraestruturas elétricas caídas ou danificadas, se mantenha afastado e reporte a situação à E-REDES (800 506 506 ou balcaodigital.e-redes.pt)”. Leiria desafia E-Redes a ir às freguesias prestar esclarecimentos A Câmara de Leiria e as 20 Juntas de Freguesia do concelho desafiaram hoje a E-Redes a ir ao terreno prestar esclarecimentos às populações que, há 16 dias, estão sem eletricidade na sequência da depressão Kristin. “Solicitamos à E-Redes informações detalhadas sobre o ponto de situação dos trabalhos e desafiamos a empresa a se deslocar até as freguesias mais afetadas para prestar esclarecimentos diretos às populações”, lê-se em comunicado subscrito pelo município e juntas. No comunicado conjunto, pede-se ainda “a apresentação urgente de um calendário concreto, freguesia a freguesia, para a reposição total do serviço”, e é reiterado “o pedido de mobilização de meios técnicos adicionais para acelerar as intervenções nas áreas ainda afetadas”. Os subscritores reclamaram ao Governo para acionar “os mecanismos necessários para garantir o reforço de meios técnicos e operacionais”, assegurando uma resposta proporcional à dimensão dos danos”, e à E-Redes, principal operadora da rede de distribuição de energia elétrica em Portugal Continental das redes de alta, média e baixa tensão, renovaram o pedido para que defina rapidamente “medidas de compensação pelos prejuízos causados”. “Impõe-se ainda que a E-Redes apresente explicações sobre situações em que subsistem clientes sem fornecimento elétrico, apesar de existirem habitações vizinhas já com energia restabelecida, bem como esclareça os critérios que justificam que alguns municípios e freguesias apresentem níveis de reposição significativamente inferiores a outras”, defenderam. Através do documento, exigiram ainda “o reforço imediato das equipas SOS para reposição de ligações em situações isoladas”, depois de lembrarem que, desde que a depressão Kristin atingiu o concelho, em 28 de janeiro, “continuam a existir falhas no fornecimento de eletricidade em todas as freguesias”, situação que “tem provocado dificuldades graves às populações”. Reconhecendo o empenho dos trabalhadores em “intervenções exigentes e tecnicamente complexas”, as autarquias notaram, todavia, ser “evidente que os meios atualmente mobilizados são insuficientes face à dimensão dos danos”. Dezasseis pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. O mau tempo tem provocado a destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas. O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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