Novo Consórcio de Gás angolano anuncia arranque de

O anúncio feito pela Anpg, concessionária angolana e pela Azule Energy indicou que o início da operação foi registrado na última sexta-feira, com a expectativa de que a exportação atinja até o final deste ano 314 milhões de pés cúbicos por dia. Em nota, a Anpg destacou que a plataforma Quiluma, a principal de produção ‘offshore’ (alto mar), é a maior estrutura já erguida na região do Ambriz, província do Bengo, Angola, com um ‘jacket’ (estrutura de suporte em aço de plataforma fixa) de 2.500 toneladas e ‘topsides’ (parte superior de plataforma petrolífera) de 2.700 toneladas. De acordo com a nota, a Unidade de Processamento ‘Onshore’ (exploração em terra) possui uma capacidade de 400 milhões de pés cúbicos diária de gás e 20 mil barris de condensados por dia, tendo sido construída integralmente no município do Soyo, província angolana do Zaire. O presidente do conselho de administração da Anpg, Paulino Jerónimo, citado na nota, considerou “um feito notável” o primeiro gás do campo Quiluma, que reflete o empenho das diversas equipes envolvidas. “Esta nova capacidade reforça a diversificação energética nacional, sustenta as necessidades de consumo interno e possibilita uma geração de energia mais eficiente e mais limpa. É um grande feito para a indústria. Está de parabéns o grupo empreiteiro e todos os envolvidos para que este projeto se tornasse hoje uma realidade”, vincou Paulino Jerónimo. Por sua vez, o presidente-executivo da Azule Energy, Joseph Murphy, a conquista refletiu o espírito de colaboração e o compromisso compartilhado entre o Ministério de Recursos Minerais, Petróleo e Gás, a Anpg, a Azule Energy e os parceiros do Novo Consórcio de Gás, visando a estabilidade energética de longo prazo, o progresso industrial e a responsabilidade ambiental. “O NCG constitui um desenvolvimento pioneiro que posiciona Angola na linha da frente das soluções energéticas modernas e de menor intensidade carbónica, assinalando o início de um novo capítulo na evolução do setor energético nacional”, lê-se na nota. Sua infraestrutura, que interliga recursos ‘offshore’ em águas rasas e a uma unidade ‘onshore’ de processamento de gás de última geração, destacam-se particularmente no âmbito de Conteúdo Local. O consórcio é formado pela Azule Energy (operadora), com 37,4% do Interesse Participativo, Cabinda Gulf Oil Company (CABGOC), com 31%, Sonangol E&P, com 19,8%, e TotalEnergies, com 11,8%. O Novo Consórcio de Gás é um projeto estratégico em Angola que visa a produção de gás não associado dos campos Quiluma e Maboqueiro, no Soyo, província do Zaire, um investimento de 4,5 bilhões de dólares (3,8 bilhões de euros), inaugurado em novembro de 2025 pelo presidente angolano, João Lourenço. O investimento, segundo nota do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, na época disse que o investimento incluiu as plataformas Quiluma e Maboqueiro, um sistema de transporte submarino de 50 quilômetros e uma unidade de tratamento em terra. O empreendimento compreende 13 poços de produção em águas rasas, localizados a 40 quilômetros da costa, com capacidade para processar 400 milhões de pés cúbicos de gás por dia. Segundo o Ministério de Recursos Minerais, Petróleo e Gás, o projeto permitirá reduzir o déficit de gás butano e disponibilizar matéria-prima essencial para a indústria de fertilizantes e outros derivados. Leia Também: Angola quer melhorar produção de café para maior aceitação internacional



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