“Pagamento Antecipado da Dívida de Moçambique ao FMI é um

“Pagamento Antecipado da Dívida de Moçambique ao FMI é um

advertisemen tA consultoria britânica Oxford Economics considerou nesta terça-feira, 7 de abril, que o pagamento da dívida de Moçambique ao Fundo Monetário Internacional (FMI) é “um sinal de desespero” devido à necessidade de ajuda financeira externa, acrescentando que se trata de “uma tentativa ousada” de garantir financiamento. “Liquidar a dívida antecipadamente e na totalidade é normalmente considerado uma medida financeiramente responsável e, como tal, seria fácil interpretar a última medida de Moçambique como um sinal de prudência fiscal; no entanto, é mais correto reinterpretar as ações do País como um sinal de desespero”, escreveram os analistas citados em documento divulgado pela Lusa. Segundo a entidade, o recente pagamento de Moçambique é uma tentativa ousada de obter mais crédito do FMI, ressaltando que espera que o novo acordo de empréstimo seja finalizado no segundo trimestre de 2026. “Um novo empréstimo elevará a dívida pública do País a um valor projetado de 125% do Produto Interno Bruto (PIB), antes que os efeitos diferidos da consolidação fiscal a reduzam no médio prazo”, alertou. Segundo a Oxford Economics, “há uma certa ironia no recente pagamento da dívida de Moçambique ao FMI”, lembrando que este país enfrenta pressões orçamentárias e externas consideráveis ​​devido a um imenso peso da dívida pública e uma moeda supervalorizada. O Ministério das Finanças confirmou na quinta-feira, 2 de abril, que realizou uma “amortização integral e antecipada” de 701,4 milhões de dólares junto ao Fundo Monetário Internacional, liquidando financiamentos contraídos no âmbito do Fundo para a Redução da Pobreza e o Crescimento (PRGT). Em comunicado, o governo lembrou que o PRGT do FMI é uma janela que fornece financiamento concessional a países como Moçambique, que enfrentam pressões fiscais e da balança de pagamentos. O Diário Económico esclareceu esta semana que dados recentes do FMI indicam que o saldo de crédito pendente caiu de 514,04 milhões de direitos de saque especiais (SDR), no final de fevereiro, para zero em 27 de março, após reembolsos no mesmo valor e sem novos desembolsos no período. Em termos práticos, o pagamento corresponde a R$ 701,4 milhões. Segundo a nota do governo, os empréstimos reembolsados ​​pelo Estado correspondem ao financiamento desembolsado pelo FMI no âmbito do PRGT para a Facilidade de Crédito Rápido de 2019, para a Facilidade de Crédito Rápido de 2020 e para a Facilidade de Crédito Alargado de 2022, ressaltando que “esses programas haviam todos expirado e não se esperava financiamento adicional”. “O Estado decidiu, portanto, reembolsar as obrigações do País ao FMI. O reembolso antecipado permite preservar o balanço do banco central e sua capacidade de consolidar a estabilidade macroeconômica”, disse.advertisement

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