Petróleo acelera e combustíveis devem voltar a encarecer.

Combustíveis: ENSE confirma "cerca de uma centena de postos

Os preços dos combustíveis devem voltar a aumentar no início da próxima semana, como o Notícias ao Minuto tem noticiado e depois do forte aumento que já ocorreu nesta semana. Os valores finais só serão conhecidos na sexta-feira, mas se fosse já estaríamos falando de altas na casa dos oito centavos. Levando em conta as cotações até quarta-feira, as previsões apontam para um aumento de oito centavos no caso do diesel e de 8,5 centavos no caso da gasolina, segundo a SIC Notícias. Neste momento, o preço do petróleo Brent, referência na Europa, para entrega em maio, subia 8%, a US$ 99,38, e o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, para entrega em abril, avançava 8,6%, a US$ 94,71 o barril. A Agência Internacional de Energia (AIE) calcula que o fechamento do Estreito de Ormuz devido à guerra no Oriente Médio causará um colapso na oferta de petróleo no mundo de oito milhões de barris por dia em março. No relatório mensal sobre o mercado de petróleo publicado hoje, a IEA destaca que com esse conflito está se vivendo a maior interrupção de fornecimento da história, e precisa que com 98,8 milhões de barris por dia de média neste mês, a saída de petróleo para o mercado cairá ao nível que tinha no primeiro trimestre de 2022. Essa queda significaria uma queda de 7,5% em relação à oferta que houve no mês de fevereiro. Segundo os elementos de que dispõe a agência, os fluxos que normalmente passavam pelo estreito de Ormuz (15 milhões de barris por dia de petróleo bruto e cinco milhões de barris por dia de derivados de petróleo) foram reduzidos para menos de 10%. Essas perdas só poderão ser compensadas a curto prazo, e apenas de forma muito parcial, com um aumento da produção de alguns produtores que não pertencem à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), essencialmente os Estados Unidos, Canadá, bem como a Rússia e o Cazaquistão, que recuperarão uma parte da queda que sofreram em fevereiro. A AIE anunciou na quarta-feira que os seus 32 países membros vão retirar até 400 milhões de barris das suas reservas estratégicas, a maior operação desse tipo na sua história, para tentar compensar a interrupção do fornecimento pelo estreito de Ormuz e acalmar o mercado. Quanto Portugal tem nas reservas? Onde estão? Quanto e quando elas serão mobilizadas em resposta ao conflito no Oriente Médio? Esclarecemos aqui as principais dúvidas. Beatriz Vasconcelos com Lusa | 13:28 – 12/03/2026 Os mercados davam como certo desde segunda-feira que a IEA recorreria às suas reservas estratégicas, e isso havia derrubado o preço do barril desde o pico que havia alcançado na madrugada daquele dia (o Brent chegou a tocar US$ 120 por barril). Quando na quarta-feira se soube que os 32 países membros da AIE vão retirar até 400 milhões de barris de suas reservas estratégicas o barril caiu momentaneamente para menos de 90 dólares. Leia Também: Tutor. Portugal vai mexer reservas de petróleo, eis o que já se sabe

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