Por que é importante olhar para o défice e excedente?

Porque é importante olhar para o défice e excedente? Governo

A economia portuguesa registrou um superávit orçamentário de 0,7% do produto interno bruto (PIB) no ano passado, mas afinal, por que é importante olhar para esse indicador? O governo explica: “Um superávit ou déficit por si só não diz muito sobre uma economia, e é preciso entender o contexto macroeconômico e outros indicadores que ajudem a traçar um cenário. No entanto, genericamente, os superávits (excedentes) conseguidos de forma sustentável ajudam a criar confiança na economia, atraem investimentos e promovem crescimento, permitindo que um país fortaleça suas políticas públicas, melhore a qualidade dos serviços públicos e, consecutivamente, o bem-estar dos cidadãos. Além disso, os superávits são determinantes na redução da dívida pública pois permitem abater a dívida que um Estado tem para com seus credores”. Por outro lado, explica o Executivo no âmbito da rubrica Finanças à Lupa, o “déficit pode vir a gerar o sentimento oposto, não devendo exceder o valor estipulado pelo Pacto de Estabilidade a que os países europeus estão sujeitos”. Saldo orçamentário pode ser déficit ou superávit: Como se calcula? O Executivo explica que, “ao subtrair a despesa pela receita efetivas é possível chegar ao saldo orçamentário”, sendo que este “pode ser positivo, quando há um excedente, ou seja, as receitas que o Estado tem são superiores às despesas; ou negativo, havendo um déficit, pois as despesas são maiores do que as receitas. O Governo dá os seguintes exemplos: 1.000.000.000€ (RECEITA) 800.000.000€ (DESPESA) = 200.000.000€ (Excedente) 800.000.000€ (RECEITA) –1.000.000.000€ (DESPESA) = – 200.000.000 € (Déficit) Explica ainda que a “receita do Estado é sobretudo composta por fundos arrecadados com os impostos, mas inclui outros elementos como, por exemplo, rendimentos de imóveis ou a venda de bens”. “destacam-se os pagamentos à Segurança Social, por exemplo, pensões e subsídios, as despesas com salários de pessoal e aquisição de bens e ainda o pagamento de juros, por exemplo, aos obrigacionistas que emprestam dinheiro ao Estado Português, através da compra de títulos de dívida pública”. A importância da execução orçamental O Governo adianta ainda que “todos os meses, são conhecidos os números da execução orçamental, que no fundo mostram como o Orçamento do Estado está a ser executado”. diz respeito à receita e à despesa, e se o saldo das contas públicas é positivo ou negativo”, pode ler-se no mesmo portal. De referir que os “dados da execução são publicados no final de cada mês pela Entidade Orçamental, através da Síntese de Execução Orçamental e podem também ser consultados através do Portal do Orçamento do Estado”. “Estes números são acompanhados pelo Tribunal de Contas, pelas comissões especializadas da Assembleia da República e pela sociedade civil em geral. Em maio, a EO divulga a Conta Geral do Estado com a execução das contas públicas do ano anterior”, acrescenta o Governo. Portugal registou um excedente orçamental de 0,7% do produto interno bruto (PIB) em 2025, valor que compara com 0,6% no final de 2024. Os dados ficam acima das previsões do Governo. Beatriz Vasconcelos | 11:00 – 26/03/2026 Leia Também: Do brilharete ao “pequeno défice”, como está a economia? O que vem por aí?

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