“Portugal precisa de uma nova cultura de prevenção”

“A sucessão de fenômenos climáticos extremos em Portugal, como a recente tempestade Kristin, voltou a expor uma realidade que não podemos mais ignorar: estamos coletivamente despreparados para lidar com o risco. Não apenas o risco climático, mas também o risco social, econômico e pessoal que afeta a saúde, a renda e a estabilidade das famílias e empresas. Os riscos estão mudando mais rápido do que nossa capacidade de entendê-los, e isso traz consequências reais. Um dos maiores desafios que enfrentamos é a lacuna entre o risco real e a percepção que as pessoas têm desse risco. Muitas famílias acreditam ter escolhido a proteção adequada, mas apenas no momento do sinistro percebem que algumas escolhas não correspondiam ao risco real – não por falta de oferta, mas porque o risco é cada vez mais complexo e exige informação clara no momento de decisão. É aqui que as seguradoras devem assumir um papel relevante. Uma apólice não pode ser apenas um documento técnico – tem de ser um compromisso compreendido pelas duas partes. amanhã. E essa explicação não deve vir apenas na fase de venda, mas ao longo de todo o relacionamento, acompanhando as mudanças na vida das famílias e das empresas. A proximidade é decisiva. Não basta ter canais digitais eficientes ou linhas de apoio disponíveis. sobre o que fazer, como se proteger em primeiro lugar e como acionar seus direitos. Significa aceitar que viver com risco é inevitável, mas viver despreparado não é. durante, a orientar; e depois, a reparar e a ajudar a reconstruir. E isso implica assumir, como setor, uma responsabilidade clara: estar mais perto das Pessoas e investir seriamente na alfabetização em risco. Leia Também: Meio ano após acidente, vítimas do Glória ainda esperam indenização



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