PR Apela à União Dos Partidos Libertadores Contra “Ameaça da
O presidente da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) e chefe do Estado, Daniel Chapo, apelou este domingo, 27 de Julho, à união dos partidos históricos da África Austral face ao que considera uma “ameaça crescente” da extrema-direita, que pretende instaurar “governos-fantoches” no continente, informou a agência Lusa.
Falando durante a Cimeira dos Movimentos de Libertação, organizada pelo Congresso Nacional Africano (ANC), na África do Sul, Daniel Chapo defendeu que os partidos com origens nas lutas de independência devem actuar como um bloco coeso para responder aos desafios políticos actuais.
“Vamos unirmo-nos mais como um único bloco para enfrentarmos a ameaça que paira sobre os nossos partidos libertadores”, declarou o Presidente da República perante dirigentes da região, entre eles representantes do MPLA de Angola.
Segundo o líder da Frelimo, a extrema-direita internacional tem intensificado o apoio a grupos chauvinistas que utilizam redes sociais, Inteligência Artificial e outras plataformas digitais para espalhar desinformação, discursos de ódio e desacreditar os governos históricos da região.
Daniel Chapo considera que o objectivo central desta estratégia é provocar mudanças de regime nas nações africanas, aproveitando-se de processos eleitorais para fragilizar os partidos libertadores e favorecer a ascensão de forças externas aos interesses dos povos africanos.
“A sua táctica consiste em tentar separar o povo dos nossos partidos, para fragilizar os nossos partidos e colocar no poder governos-fantoches e empobrecer continuamente os nossos povos”, afirmou.
Daniel Chapo defendeu que os partidos com origens nas lutas de independência devem actuar como um bloco coeso para responder aos desafios políticos actuais
O Presidente da República voltou a associar a influência da extrema-direita aos acontecimentos pós-eleitorais em Moçambique, na sequência das eleições gerais de 9 de Outubro de 2024, que resultaram em cerca de 400 mortos, actos de vandalismo, destruição de bens e pilhagens em várias cidades do País, durante quase cinco meses.
Reconhecendo que existem também desafios internos, Daniel Chapo apelou à reflexão estratégica dentro dos partidos históricos, para travar o avanço das forças opositoras. “Os grandes desafios estão dentro dos nossos próprios partidos. Aquilo a que nós chamaríamos de questão interna”, referiu.
“Precisamos de fortalecer a coesão e a união interna dentro dos nossos partidos e entre os nossos partidos na região. Podemos ter diferenças, mas não devemos nunca atingir o nível de contradições antagónicas”, reforçou.
A cimeira de Joanesburgo contou ainda com a presença do antigo Presidente da República e presidente honorário da Frelimo, Joaquim Chissano, e tem como objectivo reforçar a cooperação entre partidos de libertação nacional, bem como a concertação em torno dos desafios comuns de desenvolvimento, paz e soberania na região.a d v e r t i s e m e n t



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