DBRS avisa: Preço das casas deve continuar alto (e há mais

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Em uma análise do mercado de crédito imobiliário em Portugal divulgada hoje, a DBRS prevê que os preços das casas continuarão a se valorizar, enquanto a conclusão de novas construções permanecer baixa, o desemprego permanecer baixo e o ambiente econômico for estável e a demanda por novos empréstimos permanecer robusta, apoiada em parte pelo programa de garantia pública. A agência de classificação financeira sinaliza que os preços das casas em Portugal continuaram a subir, com o índice de preços da habitação aumentando de 18,9% em termos anuais no 4º trimestre de 2025, de acordo com o Eurostat, enquanto a atividade do mercado imobiliário, medida pelo volume de transações, estabilizou em 2025. As “restrições de acessibilidade e oferta limitada de casas podem estar atuando como fatores moderadores na atividade de transações”, admite a DBRS. Já do ponto de vista da oferta, o aumento dos custos de construção “desempenhou um papel crucial na restrição do mercado, com um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior em fevereiro de 2026”. Há indícios iniciais de recuperação da oferta, mas, embora o aumento relativo no número de unidades habitacionais licenciadas seja promissor, “o descompasso em relação às conclusões indica que o desequilíbrio entre oferta e demanda provavelmente persistirá no médio prazo”, conclui a análise. A DBRS antecipa, portanto, que o desequilíbrio entre oferta e demanda no mercado habitacional deve persistir, “na medida em que os fundamentos econômicos de Portugal se mantenham sólidos, o número de novas construções continue em níveis estruturalmente baixos e a demanda por moradia, tanto por parte de residentes quanto de não residentes, permaneça resiliente”. Quanto às medidas do governo do lado da demanda, a agência aponta que elas “estimularam ainda mais o mercado, permitindo que os mutuários mais jovens tivessem acesso ao mercado imobiliário”, enquanto as medidas do lado da oferta, nomeadamente as reduções de impostos para o setor da construção, devem levar algum tempo para aumentar significativamente a oferta. Dessa forma, as transações devem continuar a apresentar um desempenho resiliente durante o resto deste ano, apoiadas por suas proteções estruturais inerentes. “No entanto, permanece algum risco de queda, dado o atual contexto geopolítico, que pode voltar a pressionar a capacidade das famílias de pagar suas hipotecas por meio de taxas de juros mais altas”, alerta a DBRS. Em particular, os empréstimos com garantia pública “parecem apresentar um perfil de risco de crédito relativamente mais fraco do que aquelas sem garantia”, de modo que esse segmento merece um monitoramento mais rigoroso, detalha. Leia Também: Morreu “CR7 das Centralinas”, popular figura das modificações automotivas

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