Preço dos metais preciosos e industriais cai devido à guerra

Preço dos metais preciosos e industriais cai devido à guerra

“A queda dos metais se explica pelo fortalecimento geral do dólar” — moeda em que são negociados —, e “mais particularmente, no caso dos metais industriais, pela desaceleração das perspectivas de crescimento mundial”, resume a analista da Swissquote, Ipek Ozkardeskaya, entrevistada pela AFP. O alumínio caiu mais de 8% na Bolsa de Metais de Londres (LME), sua maior queda em uma sessão desde 2018, segundo a Bloomberg, para 3.115 dólares por tonelada. No entanto, na semana passada, era negociado ao seu preço mais alto desde 2022, a 3.546,50 dólares por tonelada, com a guerra no Oriente Médio bloqueando parte das exportações do metal prateado do Golfo. Cobre, níquel e zinco também registraram fortes quedas hoje, antes de se recuperarem ligeiramente. Os investidores também temem que a alta dos preços da energia atrase as quedas das taxas de juros pelos bancos centrais em todo o mundo, o que impulsionaria o dólar e os títulos, ativos de refúgio concorrentes dos metais preciosos. O ouro perdeu mais de 6%, caindo para US$ 4.502,80. Por volta das 14h10 (horário de Lisboa) registrava queda de 3,67%, para US$ 4.641,30 a onça. A prata, metal precioso e industrial, caiu mais de 13%. Vários bancos centrais já optaram por manter suas taxas inalteradas esta semana e alertaram sobre os riscos de um aumento generalizado dos preços, incluindo a Reserva Federal dos EUA na quarta-feira, e o Banco Central Europeu e o Banco da Inglaterra hoje. Por outro lado, “a queda dos metais preciosos está correlacionada com a queda generalizada das ações”, explicou à AFP o analista da ActivTrades Ricardo Evangelista, que afirma que “os investidores estão liquidando suas posições em ouro e prata” para cobrir perdas em outros setores. Leia Também: OMC prevê forte desaceleração do comércio mundial de mercadorias em 2026

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