ProAzul já Financiou Pequenos Projectos Avaliados em Quase 8

ProAzul já Financiou Pequenos Projectos Avaliados em Quase 8

advertisement O Governo revelou que o Fundo de Desenvolvimento da Economia Azul (ProAzul), criado em 2019, já financiou pequenos projectos de operadores pesqueiros, avaliados em 510 milhões de meticais (7,9 milhões de dólares) que geraram cerca de 15 mil empregos. Trata-se de um mecanismo financeiro que visa maximizar o elevado potencial de Moçambique em termos de recursos marítimos. De acordo com a primeira-ministra, Benvinda Levi, o ProAzul permite assegurar meios financeiros que concorram para uma exploração sustentável dos recursos existentes nas águas interiores, mar e linha da costa, assim como a conservação dos ecossistemas marinhos, em benefício último da população moçambicana e estimular o desenvolvimento socioeconómico. “Desde a sua criação, já foram financiadas 20 empresas, tendo beneficiado, em regime de comparticipação, 4624 operadores da cadeia de valor da pequena produção pesqueira e gerado 6163 empregos directos e 9105 indirectos, na cadeia de valor da pesca e aquacultura”, anunciou Levi nesta quarta-feira (13), durante a cerimónia de tomada de posse de Oswaldo Petersburgo como novo presidente do ProAzul. “Apesar destas acções de impacto social e económico, reconhecemos que ainda podemos fazer mais e melhor em benefício da população, das comunidades locais e do sector empresarial, sobretudo as Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME)”, sublinhou. Neste quadro, a primeira-ministra apelou ao novo presidente do ProAzul para “aprimorar os mecanismos de desenho, coordenação e implementação de programas e projectos estruturantes e sustentáveis no âmbito da economia azul, e continuar também a apoiar e a implementar iniciativas que beneficiem as MPME, assim como os pescadores artesanais, por serem os principais geradores de emprego e renda para a população, sobretudo para mulheres e jovens.” “Apelamos à orientação de investimentos públicos e privados para projectos e acções prioritárias da economia azul, bem como a apostar no estabelecimento de parcerias visando a mobilização de mais recursos financeiros. Há que promover mecanismos que contribuam para uma boa governação do mar, fiscalização, investigação científica e tecnológica, assim como para a protecção e monitoria do ambiente marinho, condições fundamentais para o desenvolvimento sustentável da economia azul”, frisou. A pesca artesanal continua a dominar o volume total em Moçambique. De acordo com o Censo da Pesca Artesanal e Aquacultura (CEPAA) de 2022, divulgado no ano passado, estão envolvidas nesta actividade quase 400 mil pessoas e mais de 42 mil embarcações, operando em águas interiores e marítimas.advertisement

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