“Proibição de tecnologia da China tem impacto ultra

"Não há mercado em Portugal para quatro operadores", diz CEO

Luís Lopes falava no painel “Estado da Nação das Comunicações” no último dia do congresso da APDC (Digital Business Congress), que decorreu no Fórum Tecnológico de Lisboa (LISPOLIS), sob o mote “A Europa na Era Digital – O Equilíbrio entre Soberania, Segurança e Inovação”. Sobre a pergunta da soberania digital, “eu também compartilho da mesma opinião dos meus colegas, estou dividido porque acho que a Europa, durante décadas, em particular as últimas décadas, teve mais do que mensagens sobre que a Europa estava perdendo competitividade, que a Europa estava se atrasando na inovação, que havia excesso de peso sobre as empresas”, começou dizendo o gestor. Em particular, o setor de telecomunicações foi um dos “mais penalizados na Europa”. Era um setor que “há 20 anos estávamos à frente no mundo e hoje em dia estamos muito atrás do que é telecomunicações em outros continentes”, apontou Luís Lopes. O CEO da Vodafone Portugal apontou um estudo recente que refere que “se a Europa quiser fechar o ‘gap’ em termos da sua capacidade de infraestruturas digitais, de telecomunicações, tem que investir perto de 400 biliões de euros, Europa como um todo”. Portanto, “quem é que vai querer investir 400 bilhões num contexto dessas incertezas todas que acabei de falar”, questionou. “Uma delas foi aquela que se referiu aqui, do novo Cybersecurity Act (Lei da Cibersegurança), que é discutido ainda a nível europeu, e que eu também partilho da opinião da Anacom (Autoridade Nacional de Comunicações)”, que se intromete “sobre a soberania de cada país”, apontou. Porque “há questões que são de soberania do país que estão lá, e portanto preocupa-me muito, e que se aquilo for, por via legislativa traduzido para obrigações dos operadores, eu acho que vai ser um desastre completo”, advertiu. E explica: “não só para as operadoras de telecomunicações, mas também para muitos outros ‘players’ de outros setores, porque uma proibição completa, por exemplo, de tecnologia vinda da China ou de ‘players’ da China, tem um impacto ultra significativo em todos nós”, finalizou. Leia Também: Meo, NOS e Vodafone divergem da visão que a Anacom tem do setor

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