PRR: Pagamentos aproximam-se dos 12.000 milhões até abril

Complemento da Prestação Social para a Inclusão aumenta 105

Até 1º de abril, o PRR desembolsou 11.917 milhões de euros, mais 95 milhões de euros em relação à semana anterior. O total de pagamentos agora corresponde a 54% do valor contratado e do aprovado. Com os maiores valores recebidos estão empresas (R$ 4.233 milhões), entidades públicas (R$ 2.487 milhões) e prefeituras e regiões metropolitanas (R$ 1.821 milhões). Seguem-se as empresas públicas (1.291 milhões de euros), as escolas (617 milhões de euros), as instituições do ensino superior (457 milhões de euros), as instituições da economia solidária e social (385 milhões de euros), as instituições do sistema científico e tecnológico (320 milhões de euros) e, por último, as famílias (306 milhões de euros). A execução do PRR segue em 61%. Por sua vez, as aprovações de projetos ficaram em R$ 24.583 milhões, acima dos R$ 24.151 milhões informados anteriormente. Liderando estão as empresas (8.015 milhões de euros), seguidas pelas entidades públicas (4.948 milhões de euros) e pelas autarquias e áreas metropolitanas (4.753 milhões de euros). Empresas públicas (2.813 milhões de euros) e instituições de ensino superior (997 milhões de euros) fecham o ‘top cinco’. Depois vêm as escolas (987 milhões de euros), as instituições da economia solidária e social (853 milhões de euros), as instituições do sistema científico e tecnológico (751 milhões de euros) e, no fundo da tabela, as famílias (467 milhões de euros). Até 1º de abril, o PRR recebeu 505.708 inscrições, sendo que 470.287 foram analisadas. Já as candidaturas aprovadas alcançaram 374.341, 2.523 a mais. O presidente da Estrutura de Missão Recuperar Portugal, Fernando Alfaiate, garantiu, em entrevista à Lusa, que o PRR será executado a 100%, sem perda de dinheiro, mas identificou áreas críticas, como a habitação. Fernando Alfaiate admitiu ainda que, idealmente, o PRR não terá mais revisões, mas garantiu estar atento a potenciais novos impactos, como a guerra no Oriente Médio. “Idealmente, para nós, essa seria a última (revisão). Pelos dados que tenho, não precisaria de outra, mas o mundo se move todos os dias e as circunstâncias imprevisíveis são muitas e não posso garantir isso”, afirmou. Portugal apresentou, na última terça-feira, a Bruxelas uma revisão do PRR, com a realocação de 516 milhões de euros. De fora do PRR ficaram o Metro de superfície de Braga e o Balcão Único para o licenciamento de energias renováveis, cuja execução não é possível até o final de agosto. Também foram feitos ajustes em investimentos associados a infraestrutura da educação, habitação e saúde, em decorrência das tempestades que assolaram Portugal em janeiro e fevereiro. O PRR pretende implementar um conjunto de reformas e investimentos tendo em vista a recuperação do crescimento econômico. Além de ter o objetivo de reparar os danos causados ​​pela covid-19, esse plano tem o propósito de apoiar investimentos e gerar empregos. Leia Também: “Temos R$ 174 milhões” para intervir no litoral até 2027

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