PTRR dedica 443 milhões às comunicações entre investimentos

PTRR dedica 443 milhões às comunicações entre investimentos

Segundo o documento, neste capítulo incluem-se 225 milhões de euros para o reforço da cibersegurança e da resiliência digital do Estado e da Administração Pública, com um horizonte temporal de médio prazo.

Esta medida incide na proteção de sistemas, redes e dados críticos, “assegurando prevenção, deteção, resposta e recuperação face a incidentes”.
Incluem-se aqui serviços de monitorização, centros de operação de segurança, gestão de vulnerabilidades e capacitação técnica.
Prevê-se ainda o reforço de infraestruturas físicas com “redundância energética e de comunicações, controlo de acessos e planos de contingência”.
Para a elaboração e implementação da estratégia natural de segurança no ciberespaço estão destinados 18 milhões de euros, a aplicar a curto prazo.
A medida inclui a elaboração do quadro de referência para a cibersegurança e do plano nacional de respostas a crises.
Por sua vez, a formação e capacitação dos setores privados e social para a segurança no ciberespaço tem um investimento de 20 milhões de euros a médio prazo e quer expandir a rede de apoio às pequenas e médias empresas e à administração local.
Está ainda prevista a capacitação e financiamento de entidades e o desenvolvimento de iniciativas de formação, treino e sensibilização.
Soma-se um investimento de 12 milhões de euros para corredores de redundância geográfica, que “garantam percursos alternativos e fisicamente separados para os ‘blackbones’ de fibra ótica e redes de 5G, reduzindo a dependência de trajetos únicos e vulneráveis”.
Inclui-se o mapeamento de infraestruturas existentes, identificação de pontos críticos e a modelação de cenários de risco.
O plano tem também um instrumento de planeamento chamado garantia de cobertura de rádio herteziana, com um custo de 18 milhões de euros.
Este instrumento prevê o reforço das ligações entre autoridades e operadores de rádio, o desenvolvimento e modernização da rede nacional de transmissores e centros emissores, o reforço da autonomia energética das rádios e a implementação de soluções de redundância nas comunicações.
O domínio das comunicações termina com um investimento de 150 milhões de euros para a criação de rede crítica de reserva de energia para emergência.
Desta medida faz parte o planeamento estratégico de soluções de geração de emergência, o reforço da autonomia energética de infraestruturas críticas, nomeadamente, saúde, água, telecomunicações, proteção civil, justiça e municípios, e a criação de capacidade móvel de resposta rápida.
Paralelamente, está prevista a compra de baterias ou geradores contentorizados “projetáveis por via marítima ou terrestre, de média e grande capacidade, empregáveis no continente e nas ilhas, em apoio às Forças Armadas em cenário de contingência”.
O primeiro-ministro anunciou, em fevereiro, o PTRR, após o comboio de tempestades que atingiu o país, entre janeiro e fevereiro, que provocou, pelo menos, 19 mortes, centenas de feridos e desalojados.
O Conselho de Ministros aprovou, também em fevereiro, as linhas gerais do programa, que assenta em três pilares: recuperar, proteger e responder.
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