Renfe diz ser uma das “vítimas” de Adamuz: “Passageiros e

“Nós somos uma vítima desse acidente. Não só temos vítimas entre os nossos passageiros, como também entre os nossos trabalhadores”, afirmou Álvaro Heredia, em declarações à agência Europa Press.
Nesse sentido, o presidente da Renfe prometeu colaborar com as autoridades judiciais que investigam o acidente, ocorrido na localidade de Adamuz, fornecendo toda a informação disponível, de forma a evitar “especulações”.
“Da parte da Renfe, a única coisa que vamos fazer é contribuir para que a verdade seja conhecida”, disse, acrescentando que as vítimas merecem ter acesso à informação completa, como aconteceu após o acidente ferroviário de Angrois, em 2013, com 80 mortos e dezenas de feridos.
O acidente de 18 de janeiro, em Adamuz, envolveu dois comboios de alta velocidade, um da Renfe e outro da Iryo.
O comboio da Renfe, que fazia a ligação entre Madrid e Huelva (no sudoeste de Espanha, perto da fronteira com o sul de Portugal) chocou com composições da Renfe que tinham descarrilado poucos segundo antes.
O primeiro relatório, ainda preliminar, da comissão independente que está a investigar o acidente apontou uma rutura de um carril, num ponto de soldadura feito há meses, como possível causa do descarrilamento.
No acidente morreram 47 pessoas e cerca de 120 ficaram feridas.
Espanha tem 15.700 quilómetros de ferrovia, a quinta rede mais extensa da Europa. Na alta velocidade, são 4.500 quilómetros, a maior rede europeia e a segunda maior do mundo, depois da China.
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