Moçambique Está Entre os Países Lusófonos Com Emissão de

Moçambique Está Entre os Países Lusófonos Com Emissão de

advertisemen tA agência de classificação financeira Standard & Poor’s (S&P), que avalia a capacidade de países de honrar suas dívidas, prevê em seu mais recente relatório que Moçambique, Angola e Cabo Verde emitam, no conjunto, 6,6 bilhões de dólares de dívida pública em 2026. Esse valor representa um aumento de 20% em relação aos 5,5 bilhões de dólares emitidos em 2025. Moçambique deve emitir 2,3 bilhões de dólares este ano, tornando-se o segundo país lusófono africano com maior necessidade de financiamento, atrás de Angola, que precisa de 4,2 bilhões de dólares. Cabo Verde surge com uma previsão de emissão de 100 milhões de dólares, bem abaixo dos vizinhos lusófonos. No ano passado, a emissão de dívida desses três países totalizou US$ 5,5 bilhões, cerca de um quinto menor que as projeções para 2026. O aumento previsto reflete principalmente as necessidades orçamentárias adicionais e o contexto econômico interno desses países lusófonos. A S&P aponta que Angola e Nigéria devem contrair mais dívidas devido a gastos adicionais pré-eleitorais, que podem limitar a dinâmica favorável do setor petrolífero. Além disso, o crescimento das receitas resultante das reformas fiscais em andamento e das medidas de cobrança ainda não será suficiente para cobrir os déficits. O relatório da agência destaca ainda que Angola apresenta índices de pagamento de juros sobre receitas, pelo menos, o dobro da média global, que é de cerca de 9%, colocando o país em uma situação mais delicada em relação a outros países africanos de seu grupo. Essa realidade reforça a necessidade de gestão financeira prudente. Na região africana como um todo, a S&P estima que a emissão de dívida pública atingirá 155 bilhões de dólares em 2026, um aumento de 12,6% em relação aos 137,4 bilhões emitidos em 2025. O crescimento reflete tanto o vencimento de títulos existentes quanto as necessidades contínuas de financiamento orçamentário. Segundo analistas da S&P, “o aumento para 155 bilhões de dólares em relação aos valores de 2025 é impulsionado, em partes aproximadamente iguais, pelo vencimento de obrigações de dívida e pelas necessidades contínuas de financiamento orçamentário”. O documento revela uma tendência de endividamento crescente no continente. A nota enviada aos clientes, à qual a Lusa teve acesso, também diz que “isso aumentará a dívida comercial soberana africana total em circulação para pouco mais de 1,2 trilhão de dólares, ou 45% do Produto Interno Bruto, incluindo a dívida de curto prazo, até o final de 2026”. O relatório mostra que a alta da emissão de dívida em Moçambique e nos demais países lusófonos africanos será impulsionada por fatores internos e externos. A análise alerta para a necessidade de uma gestão financeira cuidadosa, capaz de equilibrar crescimento econômico e cumprimento de obrigações futuras. Fonte: Lusaa dvertisement

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