Revisão laboral? “Retrocesso na vida dos trabalhadores”,

Revisão laboral? "Retrocesso na vida dos trabalhadores",

O governo aprovou as mudanças na lei trabalhista, em sede de Conselho de Ministros, nesta quinta-feira. Segundo a ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, a proposta, que agora seguirá para o Parlamento, é baseada no anteprojeto inicial, mas contempla mudanças propostas pelos parceiros sociais. Em uma primeira reação, o secretário-geral da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) apontou que “a realidade não corresponde depois à ação concreta”. “Se olhamos para um dos pretextos que o Governo usa, como o da produtividade para impulsionar os salários, o que constatamos é que não é novo. O problema é sempre exige mais dos trabalhadores”, considerou. “O que a ministra apresentou agora é um verdadeiro retrocesso na vida dos trabalhadores. É o retorno ao documento original de 24 de julho, o mesmo documento que os trabalhadores têm combatido ao longo desses 9 meses”, continuou Tiago Oliveira. Segundo o líder sindical, “ao contrário do que o Governo diz, não foi a CGTP que se excluiu desta negociação”. “Quem se recusou a negociar e ouvir as propostas da CGTP foi o Governo”, atirou. Questionado se vale a pena olhar e ler com atenção a proposta final que agora será apresentada ao Parlamento, Tiago Oliveira apelou antes “para que os trabalhadores se juntem em uma grande greve geral no próximo dia 3 de junho”. “Só alguém com a arrogância que este Governo tem é que acha que os trabalhadores não têm capacidade de analisarem o conteúdo do pacote laboral e lutarem por uma vida melhor e pelos seus direitos”, rematou. A CGTP considera que aqui chegados, apesar de irem olhar para a proposta, vão sim “responsabilizar os partidos políticos com assento na Assembleia da República pelo seu posicionamento relativamente ao pacote laboral”. Recorde-se que a proposta de lei de revisão da legislação laboral foi aprovada, esta quinta-feira, em sede de Conselho de Ministros, seguindo para o Parlamento “muito brevemente, nos próximos dias”, consoante revelou a ministra do Trabalho. Maria do Rosário Palma Ramalho disse, no briefing, que a proposta de lei do Governo aprovada hoje em Conselho de Ministros contempla “mais de 50 alterações” ao anteprojeto inicial, das quais 12 provenientes da UGT. Leia Também: Aprovada proposta de revisão da lei trabalhista: “Governo consolidou opções”

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