Sindicato dos quadros bancários reclama aumento mínimo de

“O que reivindicamos é o mínimo economicamente defensável. Não aceitamos que se invoque incerteza econômica — da qual, aliás, as instituições de crédito se beneficiarão — para justificar uma proposta que empobrece quem trabalha”, sustenta o SNQTB em comunicado divulgado hoje. Argumentando que “o setor bancário exige de seus trabalhadores alta qualificação, adaptação tecnológica constante e conformidade regulatória crescente”, o sindicato defende que “essa exigência tem que ter correspondência nos salários”, até porque “os bancários contribuíram para a solidez e a rentabilidade do setor nos anos mais difíceis”. “As instituições de crédito propuseram um aumento salarial de 2% para 2026. O SNQTB diz não. Não por ser intransigente, mas porque os números não mentem”, lê-se no comunicado divulgado hoje. Assim, e num contexto em que a inflação projetada pelo Banco de Portugal para este ano é de 2,8%, enquanto o Conselho de Finanças Públicas já aponta para 2,9%, o Sindicato dos Quadros e Técnicos Bancários nota que “os salários na economia portuguesa crescem, em média, 4,0%”, pelo que “uma proposta de 2% não é uma concessão. É uma perda”. “Alta de 2% significa perda real de renda”, sustenta, enfatizando que a proposta dos bancos “situa os bancários pela metade” do crescimento de 4,0% dos salários na economia. Isso num contexto em que os preços da habitação subiram 140% desde 2016 e as rendas 65% desde 2019, levando, por exemplo, a que “um trabalhador em Lisboa gaste hoje cerca de 72% do seu rendimento mediano em habitação”. Por outro lado, “a economia não está em crise”, com o Produto Interno Bruto (PIB) crescendo 1,8%, o desemprego em 5,8% e o investimento expandindo 3,8%, então “não há razão objetiva para pagar menos que a inflação”, arremata o SNQTB. Leia Também: Chega protesta contra Lula. “Portugal não aguenta mais imigração”



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