TAP tem cobertas 47% das necessidades de combustível para

TAP tem cobertas 47% das necessidades de combustível para

O rácio indicado pela transportadora na apresentação dos resultados do primeiro trimestre fica ligeiramente acima dos 40% apontados pelo analista financeiro Nuno Esteves em dados enviados à Lusa em abril, mas mantém a companhia abaixo dos níveis de cobertura então identificados para várias congéneres europeias. Nessa análise, a Air France-KLM surgia com uma cobertura próxima de 85% para os 12 meses seguintes, a Ryanair com 84%, a Lufthansa com cerca de 76%, a easyJet com uma média anual entre 65% e 70% e a IAG, dona da Iberia e British Airways, com 62%. A cobertura de risco (‘hedging’) ganha relevância em um contexto de tensão geopolítica no Oriente Médio, com os preços do petróleo e do ‘jet fuel’ pressionados pelo risco de disrupções nas rotas de abastecimento devido ao fechamento do estreito de Ormuz. No documento divulgado hoje, a TAP diz que mantém “uma estratégia consistente” de cobertura de combustível, baseada em uma “implementação faseada”, buscando combinar previsibilidade de custos no curto prazo com flexibilidade diante da evolução das condições de mercado. Segundo a companhia, “parte significativa da carteira de hedge é estruturada por meio de estratégias com opções”, evitando um bloqueio integral dos preços e permitindo se beneficiar de eventuais quedas futuras no preço do ‘jet fuel’. A transportadora acrescenta que a sua estratégia de ‘hedging’ baseia-se na cobertura direta de combustível de aviação, em vez de instrumentos indiretos ligados ao crude ou a outros produtos refinados”, o que considera “permitir uma mitigação de risco mais precisa e eficaz do que a normalmente observada na indústria”. Apesar da cobertura existente, a TAP admite que o impacto dos preços do combustível deverá pressionar os próximos trimestres, prevendo mitigar parte desse efeito através de medidas ao nível das receitas e dos custos, incluindo ajustamentos de preços, gestão disciplinada da capacidade e controlo de custos. A companhia diz ainda que “a dinâmica das reservas se mantém resiliente”, suportando níveis mais elevados de ocupação e melhoria das receitas unitárias, e que a estratégia para este ano continuará centrada nos mercados principais e na qualidade da receita, nomeadamente nas ligações à América do Sul e à América do Norte. Na apresentação, a TAP sublinha igualmente que não tem exposição direta a zonas de conflito no Médio Oriente e que mantém medidas ativas de mitigação, incluindo planeamento e utilização flexível da frota. eficientes em consumo de combustível, enquanto prossegue a modernização da frota conforme planeado. Além da pressão sobre o combustível, há ainda “desafios operacionais na implementação do sistema Entry/Exit (de controlo de fronteiras) nos aeroportos europeus”, segundo o presidente executivo, Luís Rodrigues, citado no comunicado de resultados. América do Norte. As receitas operacionais cresceram 11%, para 914,4 milhões de euros, sustentadas pelo aumento das receitas de passagens e pela melhoria das receitas unitárias, em um contexto de crescimento da capacidade de 3,9%. A TAP destacou ainda a contribuição da manutenção para terceiros, cujas receitas aumentaram 31,8% para 58,4 milhões de euros. 27,3 mil voos (1,5%), com tráfego crescendo acima da capacidade, permitindo melhora da taxa de ocupação (‘load factor’) para 83,5%. Leia Também: Pilotos preocupados com possível entrada da Lufthansa na TAP

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