Tem conta na Revolut? Explicamos o que você deve fazer ao

Com a migração da Revolut para a sucursal portuguesa e a atribuição de um IBAN nacional (PT50), as obrigações de comunicação ao Fisco sofreram “mudanças significativas”, anunciou o banco digital. Afinal, o que os clientes devem fazer? “Com a migração para a sucursal portuguesa e a atribuição de um IBAN nacional (PT50), as obrigações de comunicação sofreram alterações significativas, uma vez que os clientes se encontraram em duas situações diferentes em termos de IBAN durante o mesmo ano fiscal”, explicou fonte da Revolut, em comunicado enviado ao Notícias ao Minuto. O que fazer? Isso significa que “ambas as situações podem ter que ser refletidas na declaração de imposto”, diz o banco digital, explicando: Período com IBAN lituano (LT): “Em relação aos meses de 2025 durante os quais a conta permaneceu associada a um IBAN lituano, os clientes devem declarar sua conta Revolut como uma conta estrangeira em sua declaração de imposto de renda ao IRS”; Período com IBAN português (PT50): “A partir do momento em que a conta foi migrada para a filial portuguesa e lhe foi atribuído um IBAN português, não é mais necessário declará-la como conta estrangeira na declaração de rendimentos, uma vez que é considerada uma conta bancária nacional para fins fiscais”. A Revolut também ressalta que “os usuários detentores de produtos de investimento específicos ou criptoativos devem continuar a declará-los adequadamente, no anexo correspondente, com base em suas circunstâncias individuais, uma vez que esses serviços continuam a ser oferecidos por entidades sediadas fora de Portugal”. Além disso, “como nos anos anteriores, a Revolut recomenda fortemente que os clientes consultem as orientações oficiais da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) ou procurem aconselhamento fiscal profissional para garantir o pleno cumprimento de suas obrigações de declaração, dada a natureza específica deste ano de transição”. Revolut com mais de dois milhões de clientes em Portugal A Revolut fechou o ano com mais de dois milhões de clientes em Portugal, num aumento de 35%, em termos homólogos, um crescimento enaltecido pelo responsável da operação no país, que garantiu a vontade em crescer junto das empresas. Apesar de primariamente o foco principal ter sido no cliente pessoa física, o banco digital assume a vontade de conquistar mais espaço junto às empresas. “É esse segmento em que temos apostado e queremos crescer”, sublinhou o responsável em entrevista à Lusa, apontando que em 2025 houve uma subida de 41% em Portugal. Já em termos de clientes em Portugal, a Revolut assume vontade de crescer de 2,3 milhões em 2025, para 2,5 milhões este ano. O diretor-geral da Revolut em Portugal elogiou os resultados positivos e destacou a diversidade de negócios da empresa, que não divulga os dados nominais. “A rentabilidade subiu. Passamos de uma margem de lucro de 35% para 38%, o que é bastante positivo”, disse, fazendo a comparação com um triângulo em que a empresa conseguiu “crescer o negócio, sustentá-lo e transformá-lo em rentabilidade”, disse. Rúben Germano explicou que os principais produtos são assinaturas, que incluem planos ‘premium’, pagamentos com cartão, gestão de patrimônio –onde os clientes fazem investimentos — e câmbio. Leia Também: Revolut com mais de dois milhões de clientes em Portugal (e quer crescer)



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