Voo cancelado por falta de combustível vale indemnização? Já

Agências de viagens preocupadas com risco de instabilidade

O executivo comunitário considerou, segundo um comunicado, que “uma escassez local de combustível” se enquadra na categoria de circunstâncias extraordinárias que isentam as transportadoras aéreas de indenizar os clientes, mas sustentou que “os altos preços dos combustíveis não devem ser considerados como constituindo uma circunstância extraordinária”. “Falta de combustível sim, preços elevados não”, sintetizou, na conferência de imprensa diária, a porta-voz da Comissão para a Energia, Anna-Kaisa Itkonen, reiterando que não há ainda “nenhuma evidência de que vá haver uma escassez de combustível para aviões”. Por outro lado, Bruxelas esclareceu que “não é permitido cobrar taxas adicionais retroativamente, como sobretaxas de combustível”, com exceção para de pacotes de férias (viagens organizadas), “desde que tal esteja previsto no contrato e apenas em circunstâncias específicas”. Com essa orientação, Bruxelas quer garantir a transparência nos preços das tarifas aéreas, exigindo que as companhias apresentem o preço final da passagem logo de cara e garantindo que os passageiros não sejam confrontados, mais tarde, com custos adicionais inesperados. Por outro lado, para ajudar a evitar o fechamento de certas rotas, as companhias aéreas podem ser isentas da regra de 90% de abastecimento de combustível (‘fuel uplift’), um processo que monitora o combustível restante e adicionar o necessário para a viagem, reservas e contingências, evitando excessos que aumentam o peso e o consumo, que se aplica quando as regras de segurança exigem o transporte de combustível extra do aeroporto de partida. Em relação às faixas horárias aeroportuárias (‘slots’), Bruxelas considera que as companhias aéreas podem ser isentas das obrigações usuais de uso de ‘slots’ de pouso e decolagem devido a problemas de abastecimento de combustível nos aeroportos, não sendo penalizadas por não utilizarem as faixas horárias que lhes foram atribuídas. O Irã mantém bloqueado o estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica para o comércio global de combustíveis fósseis, desde 28 de fevereiro, data em que os Estados Unidos e Israel iniciaram uma guerra contra a República Islâmica que já deixou milhares de mortos, sobretudo no seu território e no do Líbano, e abalou a economia mundial, nomeadamente fazendo disparar os preços dos combustíveis. Washington, por sua vez, mantém o bloqueio aos portos iranianos, imposto em 13 de abril, cinco dias após a entrada em vigor de um cessar-fogo. (Notícia atualizada às 12h17) Leia Também: Crise energética: Governo rejeita recomendar teletrabalho ou menos voos

Publicar comentário