Exportações caem 6,5% e importações sobem 2,7% no 1.º

Exportações caem 6,5% e importações sobem 2,7% no 1.º

Segundo as estatísticas do comércio internacional do Instituto Nacional de Estatística (INE), se excluídas as transações TTE, ou seja, com vista a ou na sequência de trabalhos por encomenda (sem transferência de propriedade), regista-se um acréscimo de 0,9% nas exportações e acentua-se o crescimento nas importações para 4,3%. A queda nas exportações refletiu principalmente o comportamento dos suprimentos industriais, que diminuíram 18,1%, principalmente devido às menores vendas de produtos químicos para a Alemanha e os EUA como parte de transações TTE. Excluídas essas transações, essa categoria registrou um aumento de 2,7%. O instituto detalha que a piora de R$ 2.122 milhões no déficit comercial até março decorreu principalmente das variações em dois grupos de produtos: químicos e máquinas e aparelhos. Se excluídas as TTE, esse agravamento foi menos pronunciado, ficando em 968 milhões de euros, para 8.408 milhões. Considerando apenas o mês de março, as exportações e importações registraram variações nominais anuais de, respectivamente, +10,6% e +11,6% (-14,5% e -4,2%, na mesma ordem, em fevereiro de 2026). Quando excluídas as transações TTE, os aumentos foram mais expressivos: +14,6% nas exportações e +11,9% nas importações (-6,1% e -2,0%, respectivamente, em fevereiro de 2026). Excluindo combustíveis e lubrificantes, as exportações aumentaram 9,7% (-13,3%, em fevereiro), com as transações desses produtos aumentando 28,0% em março. Em termos de categorias de produtos, em março destacaram-se os acréscimos das exportações de máquinas e outros bens de capital (+17,4%), principalmente para a Alemanha, de material de transporte (+12,7%), em especial de automóveis de passageiros com destino à Turquia, e de bens de consumo (+12,0%), essencialmente para Espanha e França. Já nas importações, os maiores acréscimos ocorreram no material de transporte (+20,2%), sobretudo automóveis de passageiros provenientes da Espanha, e nas máquinas e outros bens de capital (+20,0%), principalmente dos Países Baixos. O INE também ressalta o aumento das importações de suprimentos industriais (+8,5%), em grande parte devido a transações de produtos químicos e metais comuns, da Espanha e dos Países Baixos. Em março, destacaram-se os acréscimos das exportações para a Alemanha (+19,1%) e para Espanha (+6,3%) e as altas das importações provenientes de Espanha (+11,3%) e dos Países Baixos (+52,0%). Em cadeia, as exportações aumentaram 20,9% em março, após crescimento de 3,3% em fevereiro de 2026. Excluídas as TTEs, o aumento foi de 21,8% (+3,4% no mês anterior). No terceiro mês do ano, o déficit da balança comercial de bens atingiu R$ 2.863 milhões, uma piora de R$ 356 milhões em relação a março de 2025 e de R$ 153 milhões em relação ao mês anterior. Excluindo as transações TTE, o déficit totalizou 2.907 milhões de euros, refletindo pioras de 155 milhões em termos anuais e de 120 milhões em relação a fevereiro. A categoria de material de transporte foi a que mais contribuiu para a piora do déficit em março, com alta de R$ 177 milhões. Já combustíveis e lubrificantes representaram 16,2% do déficit mensal (15,2% em fevereiro de 2026; 20,5% em março de 2025). Expurgado o efeito desses produtos, o déficit da balança comercial foi de R$ 2.398 milhões, refletindo pioras de R$ 405 milhões em relação a março de 2025 e de R$ 100 milhões em relação ao mês anterior. Em março de 2026, o índice de valor unitário (preços) das exportações interrompeu a queda iniciada em fevereiro de 2025, registrando variação positiva de 0,3% (-2,3% em fevereiro de 2026 e -1,5% em março de 2025). Nas importações, continuou a cair, -2,7%, contra -3,2% em fevereiro de 2026 e -1,0% em março de 2025. (Notícia atualizada às 12h04) Leia também: Kris Jenner diz que Ozempic a deixou doente: “Não conseguia trabalhar”

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