TAP vai permitir remarcar voos sem custos em bilhetes até 15

Em comunicado, a TAP Air Portugal diz que a medida se aplica a todos os mercados onde opera e que a iniciativa pretende oferecer aos clientes “uma camada adicional de confiança no momento de planeamento das viagens”. A remarcação deve ser feita dentro da validade original da passagem e concluída até sete dias antes da partida do voo de ida, detalha. A isenção vale exclusivamente para a taxa de alteração, portanto, caso a classe de reserva original não esteja disponível, a reemissão será feita com ajuste de tarifa e taxas, esclarece a empresa. A TAP indica que oferece mais de 1.250 voos semanais para 88 cidades, das quais 10 na América do Norte, 15 na América do Sul, 13 na África e Oriente Médio, sete em Portugal e 43 nos demais países da Europa. A medida é anunciada em um contexto de instabilidade no setor de aviação, devido à crise energética na União Europeia e aos distúrbios geopolíticos causados pela guerra no Irã e pelo bloqueio do estreito de Ormuz, com impacto no abastecimento e nos preços dos combustíveis. No dia 8 de maio, a Comissão Europeia adotou orientações segundo as quais os passageiros aéreos não terão direito a indenização caso o cancelamento do voo seja devido à escassez de querosene, pois isso pode ser considerado uma circunstância extraordinária. O executivo comunitário esclareceu, contudo, que preços elevados dos combustíveis não devem ser considerados circunstância extraordinária. Bruxelas também esclareceu que não é permitido cobrar taxas adicionais retroativamente, como sobretaxas de combustível, com exceção de pacotes de férias, desde que isso esteja previsto no contrato e apenas em circunstâncias específicas. Em Portugal, a Galp tem assegurado que não antecipa disrupções no fornecimento de combustível para a aviação nos próximos meses, apesar das perturbações no abastecimento criadas pela guerra do Irão. A petrolífera, que através da refinaria de Sines assegura cerca de 80% das necessidades de combustível para aviação dos aeroportos portugueses, indicou à Lusa que existem níveis adequados de ‘stock’ e quantidades de ‘jet fuel’ de importação já contratadas. “No atual contexto geopolítico, o aprovisionamento privilegiará a importação de ‘jet’ com origem nos Estados Unidos, África Ocidental e Europa”, explicou fonte oficial da Galp. A empresa disse ainda que implementou, desde o início de março, medidas de mitigação para reforçar a resiliência do sistema, incluindo monitoramento diário da oferta e da demanda, antecipação da contratação de cargas, aumento dos níveis de estoque e diversificação das fontes de abastecimento. A Comissão Europeia tem reiterado que não há escassez de combustível, nomeadamente para aviação, na União Europeia, e garante estar preparada para “possíveis ações”. Mais cedo, o diretor da Agência Internacional de Energia (AIE) havia dito que a Europa tem “talvez mais seis semanas de combustível para aviões”, referindo-se até o fim de junho, alertando para possíveis cancelamentos de voos caso o abastecimento de petróleo continue bloqueado. A Associação das Companhias Aéreas em Portugal (RENA) também afirmou à Lusa que, por enquanto, não há impacto na operação, mas admitiu a possibilidade de cancelamentos de voos e preços mais altos se a crise energética persistir. Leia Também: TAP acerta venda do ‘handling’ para Menzies



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