O Ministério da Defesa moçambicano anunciou hoje a chegada ao país de uma "equipa de avanço" para a preparação das condições de envio da força militar da SADC que vai apoiar o combate aos grupos armados na região norte.
Escrita Por: Administração | Publicado: 4 years ago | Vizualizações: 21 | Categoria: Sociedade
"já existe essa equipa de avanço que está a trabalhar com as nossas equipas no terreno, para a receção da força" da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), afirmou o porta-voz do Ministério da Defesa, Omar Saranga, em declarações à emissora pública Rádio Moçambique.
Saranga assegurou que quando o efetivo militar da SADC desembarcar, a população moçambicana vai tomar conhecimento, porque se trata de um contingente numeroso.
"Quando a força chegar, por ser uma força substancial, todo o mundo há-de-ver que a força chegou, porque não é uma força que vem para se esconder, é uma força que vem para apoiar os esforços nacionais de combate ao terrorismo", enfatizou o porta-voz do Ministério da Defesa.
Omar Saranga respondia a informações postas a circular por alguns órgãos de comunicação social de que o contingente da SADC já desembarcou no aeroporto de Pemba, capital da província de Cabo Delgado, norte do país.
No âmbito de um mandato outorgado pelos chefes de Estado e de Governo da SADC, a organização regional vai destacar para Moçambique um contingente militar para o combate aos grupos armados que protagonizam ataques na província de Cabo Delgado há mais de três anos.
Não é publicamente conhecido o número de militares que a organização vai enviar a Moçambique, mas peritos militares já tinham avançado que a missão deve ser composta por cerca de três mil homens.
Em Cabo Delgado, já se encontra um contingente de mil militares e polícias do Ruanda para a luta contra os grupos armados, no quadro de um acordo bilateral entre o Governo moçambicano e as autoridades de Kigali.
Grupos armados aterrorizam a província de Cabo Delgado desde 2017, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo Estado Islâmico.
Há mais de 2.800 mortes segundo o projeto de registo de conflitos ACLED e 732.000 deslocados de acordo com as Nações Unidas.
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