BdM Anuncia Mais um Corte na Taxa de Juro Para 12,75%

O Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique anunciou esta quarta-feira, 27 de Novembro, nova descida da taxa de juro de política monetária, designada por MIMO, de 13,5%, em vigor desde final de Setembro, para 12,75%, informou a agência Lusa.


Escrita Por: Administração | Publicado: 1 year ago | Vizualizações: 5396 | Categoria: Economia


“Esta decisão é sustentada pela contínua consolidação das perspectivas da inflacção em um dígito, no médio prazo, não obstante as incertezas quanto à duração da tensão pós-eleitoral e o seu impacto sobre os preços de bens e serviços”, justificou, em comunicado, o Banco de Moçambique, após a reunião do CPMO, que se realiza a cada dois meses. A taxa de juro directora estava fixada em 17,25% desde Setembro de 2022, após a intervenção do banco central, que depois iniciou cortes consecutivos a partir de 31 de Janeiro, quando reduziu para 16,5%. No dia 27 de Março cortou para 15,75%, em Maio para 15%, Julho (14,25%) e no dia 30 de Setembro para 13,5%. A próxima reunião do Comité está agendada para 27 de Janeiro. No mesmo comunicado, o banco central explica que “as perspectivas da inflação mantêm-se em um digito, no médio prazo”, o que reflete, “essencialmente, a estabilidade do metical e o impacto das medidas tomadas pelo CPMO”. Perspectiva ainda, no médio prazo, “um crescimento económico moderado”, recordando que no terceiro trimestre de 2024, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), excluindo o gás natural liquefeito (GNL), situou-se em 2,8 %, após 3,6% no trimestre anterior. “E antevê-se que se mantenha modesto até finais de 2024. Quando incluído o GNL, o PIB cresceu 3,7%, após 4,5% no trimestre anterior. Apesar da prevalência de incertezas quanto aos impactos da tensão pós-eleitoral, dos choques climáticos na produção agrícola e nas infra-estruturas diversas, prevê-se, no médio prazo, que a actividade económica cresça de forma moderada”, lê-se no comunicado. Refere igualmente que esta sessão do CPMO foi precedida da reunião do Comité de Estabilidade e Inclusão Financeira do Banco de Moçambique, “que fez uma avaliação do risco sistémico e principais vulnerabilidades”, tendo concluído “que o sistema financeiro nacional continua sólido e resiliente”. O governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, afirmou no início do mês que a instabilidade pós-eleitoral no País não altera as previsões de crescimento – 5,5% segundo o Governo em 2024 -, que já incorporavam essa possibilidade, desde que “se dissipe no curto prazo”. “Por enquanto, na base daquilo que sabemos hoje, de como esses riscos estão a ocorrer e se está a materializar neste momento, as perspectivas da nossa economia são positivas”, disse o governador, acrescentando que “é essa a mensagem, porque já estavam incorporados (os riscos pós-eleitorais), na nossa visão, nas nossas perspectivas. Hoje só se estão a realizar. Não são uma coisa nova em que, como tal, temos que ajustar as nossas previsões”, acrescentou Zandamela.
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