Governo Anuncia Quase 5 M€ de Apoio às Empresas Afectadas Por Ciclones e Protestos

O Governo moçambicano anunciou, esta sexta-feira (28), um fundo de 4,6 milhões de euros (313,5 milhões de meticais) para apoiar micro, pequenas e médias empresas (MPME) nas províncias de Nampula, Cabo Delgado e Tete, que foram afectadas pelos ciclones e pelas manifestações pós-eleitorais. Este apoio visa a recuperação económica dessas empresas, que são fundamentais para o desenvolvimento do país, noticiou a Lusa.


Escrita Por: Administração | Publicado: 2 days ago | Vizualizações: 8760 | Categoria: Economia


“Esta iniciativa junta-se a outras recentemente lançadas para apoiar a tesouraria e o investimento das MPME do sector privado em Moçambique, pois sabemos que esse sector é o principal motor da economia”, avançou o Presidente da República, Daniel Chapo, durante o lançamento do Fundo de Recuperação Empresarial, na província de Nampula, no Norte do país. O fundo, avaliado em 4,6 milhões de euros, conta com o apoio do Banco Mundial. Chapo destacou que o objectivo é aumentar a resiliência das empresas frente aos choques causados pelos ciclones e manifestações, além de preservar os postos de trabalho e criar novos empregos, especialmente para mulheres e jovens.a d v e r t i s e m e n t O governante também apelou à observância de normas ambientais e sociais nos projectos financiados, pedindo que os empresários priorizem esses aspectos. “As exigências devem ser vistas como um esforço para garantir que os investimentos sejam mais resilientes aos desastres naturais”, justificou o Presidente. As consequências das manifestações e dos ciclones no País Moçambique está em plena época chuvosa, que decorre entre Outubro e Abril. Até agora, já foi atingido por vários ciclones – Chido, Dikeledi e Jude. Este último, que entrou no País através do distrito de Mossuril, província de Nampula, a 10 de Março, causou pelo menos 43 mortes, afectando, além de Nampula, as províncias de Tete, Manica, Zambézia, Niassa e Cabo Delgado. De acordo com o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), mais de 384 mil pessoas já foram afectadas pelos ciclones. Além destes fenómenos, o País enfrenta uma forte agitação social desde Outubro, com manifestações e paralisações lideradas pelo ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane, que rejeita os resultados das eleições gerais do ano passado, que deram vitória a Daniel Chapo. Cerca de mil empresas moçambicanas foram afectadas pelas manifestações, com um impacto económico superior a 480 milhões de euros, resultando em 17 mil desempregados, segundo a Confederação das Associações Económicas (CTA). Além disso, desde Outubro, pelo menos 353 pessoas morreram, incluindo duas dezenas de menores, e 3500 foram feridas durante os protestos, de acordo com a plataforma eleitoral Decide, organização não-governamental que acompanha os processos eleitorais. O Governo confirmou, pelo menos, 80 óbitos, além da destruição de 1677 estabelecimentos comerciais, 177 escolas e 23 unidades sanitárias, durante as manifestações.
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