O GOVERNO pretende aprimorar a sua política industrial, com o objectivo de desincentivar a exportação de matéria-prima não processada e, consequentemente, gerar valor acrescentado na economia nacional.
Escrita Por: Administração | Publicado: 4 years ago | Vizualizações: 16 | Categoria: Sociedade
A intenção foi manifestada ontem pelo Ministro da Indústria e Comércio, Carlos Mesquita, afirmando que a medida contribuirá para promover o aproveitamento dos abundantes recursos naturais existentes.
“Os recursos de que dispomos podem gerar vários tipos de indústrias, como, por exemplo, a de material escolar, eléctrico e electrónico; aeronáutica; naval; tintas; plástico; metalúrgica e metalomecânica; petroquímica/moléculas para fertilizantes; joalharia; alimentar/bebidas; mobiliário e cimento”, disse.
Falando no distrito de Boane, província de Maputo, numa sessão de recolha de subsídios e socialização do Programa Nacional Industrializar Moçambique (PRONAIMO), Mesquita reconheceu, no entanto, que persistem ainda muitos desafios e passos a serem dados para queo país se imponha no sector industrial.
Frisou que a industrialização exige uma actuação de médio e longo prazos e uma aposta forte em unidades que acrescentem valor à matéria-prima nacional, pelo que o programa exigirá uma mudança de paradigma, de produção e exportação de ‘commodities’ para a sua transformação dentro do pais.
Na ocasião, o governante explicou que o PRONAIMO se inspira na Política e Estratégia Industrial (2016-2025), Plano Quinquenal do Governo (2020-2024) e na Estratégia Nacional de Desenvolvimento (2015-2035), que visa estimular a implementação de projectos industriais viáveis, como forma de agregar valor aos produtos agrícolas e recursos naturais passíveis de serem manufacturados e contribuir para o crescimento económico, produtividade e a geração de emprego.
“Este programa resulta de um trabalho do Governo, que nos levou a concluir que a industrialização é um processo que exige um capital social amplo na sociedade moçambicana, onde cada um tem que jogar a sua parte com plena consciência de que a coordenação e sinergias devem apelar para uma visão partilhada sobre a indústria. Esta é a razão de estarmos aqui, juntos com os serviços de representação do Estado, governos provinciais, empresários e organizações da sociedade civil”, disse.
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