Economia Azul: Governo Prevê Contribuição de 300 Mil Milhões de Meticais Para o PIB Até 2030
Segundo a Estratégia de Desenvolvimento da Economia Azul (EDEA), lançada esta segunda-feira (12), que o Diário Económico (DE) consultou, o Governo prevê que a economia azul contribua com 300 mil milhões de meticais para o Produto Interno Bruto (PIB) até 2030.
Escrita Por: Administração |
Publicado: 1 year ago |
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Categoria: Economia
De acordo com o documento, as projecções indicam que, com um crescimento sustentável e investimentos estratégicos nos sectores da pesca, turismo, transporte marítimo, energias renováveis e indústria extractiva marinha, a economia azul poderá transformar-se num dos pilares económicos do País. “Estes sectores, integrados na EDEA, têm demonstrado um potencial significativo para impulsionar o crescimento económico e a criação de empregos, bem como para melhorar a qualidade de vida das comunidades costeiras”.
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O ministro do Mar, Águas Interiores e Pescas, ao apresentar o documento, sublinhou a importância de uma abordagem integrada e sustentável para explorar os recursos marítimos e costeiros. “A Estratégia de Desenvolvimento da Economia Azul visa garantir que utilizemos os nossos recursos de forma equilibrada, promovendo a conservação ambiental e a inclusão social”.
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De acordo com as estimativas, a contribuição da economia azul para o PIB poderá variar entre 246,1 milhões de meticais, no cenário pessimista, e 300 milhões de meticais, no cenário optimista. Estas estimativas baseiam-se na percentagem média anual de evolução dos sectores da pesca, turismo e transporte marítimo.
“A falta de dados disponíveis constituiu um grande obstáculo para o alcance destes objectivos, sendo necessário recorrer ao uso de proporções e fontes secundárias de dados”, sublinha o documento.
A EDEA aponta ainda a necessidade de uma coordenação interinstitucional eficaz e de uma gestão integrada dos recursos, promovendo uma governação responsável que assegure a planificação e acção coordenada nas áreas marinhas e costeiras.
O Governo destaca ainda que a implementação bem-sucedida da EDEA dependerá da colaboração entre o sector público e privado, bem como da participação activa das comunidades locais. Programas de formação e capacitação estão previstos para garantir que os benefícios económicos se traduzam em desenvolvimento sustentável e equitativo.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, ao lançar o instrumento, destacou que a EDEA tem como objectivo impulsionar as práticas sustentáveis na exploração dos recursos aquáticos e marinhos no País, bem como melhorar os níveis de vida da população residente na zona costeira.
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Texto: Felisberto Ruco