Será que em março se confirmou a retoma do mercado laboral nos Estados Unidos?

Apesar dos evidentes sinais de recuperação vindos de vários sectores da economia norte-americana, esta parece tardar a estabelecer-se de forma sólida no mercado laboral, onde o número de pedidos semanais de subsídio de desemprego voltaram a subir inesperadamente.


Escrita Por: Administração | Publicado: 5 years ago | Vizualizações: 8 | Categoria: Economia


Os números da criação de emprego nos EUA em março são aguardados com expectativa, visto que os sinais generalizados de recuperação que surgiram nos últimos meses na maior economia do mundo continuam a encontrar uma correspondência limitada na lenta e frequentemente anémica retoma do mercado laboral.

Depois da destruição recorde de postos de trabalho que ocorreu há um ano, com a chegada da Covid-19 ao território norte-americano, a recuperação tem sido lenta e inconstante. Prova disso é a subida nos pedidos semanais de subsídio de desemprego, que voltaram a ultrapassar a barreira dos 700 mil, apesar das previsões do mercado de novos mínimos pandémicos como os registados na semana anterior.

Por outro lado, as estatísticas compiladas pela ADP sobre o sector privado são contidamente animadoras.

Os 517 mil empregos reportados pela empresa americana de recursos humanos, que divulga mensalmente os dados referentes ao seu processamento automático de salários, mostram uma clara melhoria em relação a fevereiro, quando o indicador se ficou pelos 117 mil (número que viria a ser revisto em alta para os 176 mil); no entanto, o consenso dos analistas indicava 550 mil.

Esta foi, ainda assim, a maior subida mensal desde setembro e mostra recuperações forte ao nível das micro e pequenas empresas, 100 mil e 188 mil, respetivamente, e também no sector do lazer e hospitalidade, onde se incluem o turismo e restauração, duas das atividades mais afetadas pela pandemia. Este sector viu um acréscimo de 169 mil postos de trabalho.

Assim, a volatilidade à volta dos números desta sexta-feira tornam a divulgação ainda mais relevante, numa altura em que a economia norte-americana tem sofrido revisões em alta do seu crescimento para este ano. Os analistas e economistas esperam, em média, mais 647 mil postos de trabalho no mês agora terminado, segundo a média da TradingEconomics, mas as previsões variam bastante.

O Deutsche Bank, por exemplo, aponta para um relatório acima dos 800 mil, enquanto o ING adivinha 750 mil. Outras instituições mais conservadoras como o Citibank antecipam 600 mil empregos criados. Independentemente do valor, certo é que a economia continuará muito longe da situação de pleno emprego que se verificava antes da pandemia.

 

 

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