Eleições Gerais: Estados Unidos Condenam Assassinatos Ocorridos em Moçambique
Os Estados Unidos da América (EUA) condenaram o cenário pós-eleitoral vivido em Moçambique, sobretudo o assassinato de Elvino Dias, advogado e assessor jurídico do candidato presidencial Venâncio Mondlane, e de Paulo Guambe, mandatário do Podemos, tendo apelado à realização de uma investigação sobre os crimes.
Escrita Por: Administração |
Publicado: 1 year ago |
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Categoria: Economia
“Os Estados Unidos condenam os assassinatos em Moçambique, do advogado Elvino Dias e de Paulo Guambe. Juntamo-nos aos apelos dos quatro partidos políticos nacionais para uma investigação rápida e rigorosa. Os responsáveis por estes crimes devem ser responsabilizados”, avançou o porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller, em comunicado.
O responsável, citado pela Lusa, acrescentou: “apelamos a todas as instituições estatais, líderes políticos, cidadãos e partes interessadas para que resolvam os diferendos eleitorais de forma pacífica, rejeitando a violência e a retórica inflamada”.
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Na madrugada de sábado, 19 de Outubro, Elvino Dias e Paulo Guambe foram brutalmente assassinados com 25 tiros no interior de uma carro na cidade de Maputo, nove dias após a realização das eleições gerais no País. O crime ocorreu na Avenida Joaquim Chissano.
O duplo homicídio reacendeu memórias de violência política, como a morte do activista Anastácio Matavel, assassinado em 2019 em circunstâncias semelhantes. A morte dos dois advogados aumenta o clima de instabilidade política em Moçambique, agravando as incertezas.
O advogado Elvino Dias, conhecido defensor de casos de direitos humanos em Moçambique, era assessor jurídico de Venâncio Mondlane e da Coligação Aliança Democrática (CAD), formação política que apoiou inicialmente aquele candidato a Presidente da República, até a sua inscrição para as eleições gerais de 9 de Outubro ter sido rejeitada pela Comissão Nacional de Eleições (CNE).
Além de Venâncio Mondlane e Daniel Chapo, concorreram à Presidência da República Ossufo Momade, com o apoio da Renamo, e Lutero Simango, apoiado pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM, terceiro maior partido).
A publicação dos resultados da eleição presidencial pela Comissão Nacional de Eleições, caso não haja segunda volta, demora até 15 dias, antes de seguirem para validação do Conselho Constitucional, que não tem prazos para proclamar os resultados oficiais após analisar eventuais recursos.
A votação incluiu legislativas (250 deputados) e para assembleias provinciais e respectivos governadores de província, neste caso com 794 mandatos a distribuir. A CNE aprovou listas de 35 partidos políticos candidatos à Assembleia da República e 14 partidos políticos e grupos de cidadãos eleitores às assembleias provinciais.
Venâncio Mondlane garantiu que após o anúncio dos resultados das eleições gerais vai recorrer ao Conselho Constitucional, com as actas e editais originais da votação.
O Governo português, a União Europeia e as representações diplomáticas em Maputo dos Estados Unidos da América, Canadá, Noruega, Suíça e do Reino Unido já condenaram estas acções e apelaram a uma investigação cabal e rápida.