Vendas a retalho crescem 2,7% em cadeia em março, 12% em termos homólogos

O gabinete de estatística da União Europeia avança com um crescimento homólogo de quase todas as categorias que compõem este indicador, com destaque para os bens não-alimentares e, sobretudo, para os serviços postais e de internet, cujas vendas a retalho cresceram mais de 37% comparando com março de 2020.


Escrita Por: Administração | Publicado: 5 years ago | Vizualizações: 12 | Categoria: Economia


As vendas a retalho na zona euro cresceram 2,7% em cadeia em março, o que corresponde a uma variação homóloga de 12%, de acordo com a nota estatística divulgada esta quinta-feira pelo Eurostat.

Este indicador passa para 2,6% considerando a totalidade da União Europeia (UE), o que se traduz num crescimento homólogo de 11,6%. Em fevereiro, estes acréscimos haviam sido de 4,2% na zona euro e 3,8% na UE, numa análise mensal.

Este resultado em cadeia foi conseguido com o contributo positivo da maioria das rubricas, excetuando a de combustíveis automóveis, que recuou 2,9% na zona euro e 2,3% na UE. A categoria de bens não-alimentares experienciou um aumento de 4,6% e 4,2% para a zona euro e UE, respetivamente, enquanto que os bens alimentares, álcool e tabaco cresceram 1,0% e 0,8% para estes blocos económicos, respetivamente.

Já no que respeita às variações homólogas, estas são afetadas por um efeito base ao incluir já dados impactados pela primeira vaga da Covid-19 na Europa e os subsequentes confinamentos que dificultaram consideravelmente a atividade económica.

Assim, a rubrica de bens não-alimentares cresceu 25% em comparação com março do ano passado para a zona euro, resultado que baixa para 23,6% considerando a totalidade da UE. A publicação do Eurostat destaca, dentro desta categoria, os serviços postais e de internet, que cresceram 37,2% e 37,4%, respetivamente.

Já a venda a retalho de combustíveis automóveis aumentou 17,1% na zona euro e 14,1% na UE, sendo que bens alimentares, álcool e tabaco caíram 1,1% e 1,2% para estas áreas económicas, respetivamente.

Decompondo a análise por Estados-membro, verifica-se que os maiores aumentos em cadeia se registaram na Dinamarca, com 22,5% de variação positiva, Países Baixos, com 8,4%, e Alemanha e Lituânia, ambas com 7,7%. Já em termos de quedas, destaque para a Croácia, onde o indicador caiu 4%, Polónia e Áustria, com 2,2% e 1,9%, respetivamente.

No que respeita a variações homólogas, a Eslovénia lidera com 24%, seguida de Dinamarca, com 22,6%, e França, com um crescimento de 21,3%. A Hungria apresenta-se como o Estado-membro com a variação mais negativa, ao cair 2,1%, seguida de Portugal, com 1,1%. Malta fecha o top-3 das perdas com 0,1%.

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