Tempestades disparam produção de energia nas barragens: Qual

Tempestades disparam produção de energia nas barragens: Qual

A chuva dos últimos dias fez disparar 17,8% a produção de energia hídrica em Portugal desde o início do ano, em comparação com o ano anterior. Segundo dados da Adene – Agência para a Energia cedidos ao Notícias ao Minuto, a produção de energia através das barragens, que têm estado a fazer várias descargas para evitar cheias descontroladas, atingiu um valor máximo no dia 3 de fevereiro, altura em que o país estava sob efeito da depressão Leonardo. “As tempestades das últimas semanas, que tanta chuva e vento trouxeram, permitiram produzir mais energia elétrica com recurso a estas fontes de energia renovável. Comparando as produções desde dia 1 de janeiro deste ano com o mesmo período no ano passado, verificamos um aumento de 17,8% na produção hídrica (2.554 GWh desde 1 de janeiro e de 22,9% na produção eólica (2.525 GWh desde 1 de janeiro)”, referiu fonte da Adene. De salientar que a “produção hídrica atingiu o seu máximo dia 3 de fevereiro (102 GWh), suprindo 55% do consumo nesse dia”, enquanto a “produção eólica atingiu o seu máximo dia 21 de janeiro (107 GWh), suprindo 55% do consumo desse dia”. No dia 26 de janeiro, detalhou a mesma fonte, “representaram, juntas, 97% do consumo de eletricidade”. Vale lembrar que a depressão Kristin atingiu Portugal com ventos muito severos na madrugada do dia 28 de janeiro. O Notícias ao Minuto tentou também perceber junto da Adene qual foi a barragem que registou maior produção de energia, mas “não existem dados da produção individual de cada barragem e por isso não é possível saber qual produziu mais”, explicou a mesma fonte. Presidente da República mostrou-se preocupado com descargas de barragens No final da semana passada, o Presidente da República manifestou-se preocupado com a possibilidade de mais inundações provocadas pelo regresso de chuva forte e por descargas de barragens espanholas e portuguesas e pediu aos cidadãos que evitem correr riscos. O chefe de Estado apelou aos cidadãos que evitem a “travessia de zonas de risco em termos de inundação”, alertando que em breve pode voltar a chover “em termos significativos” e que pode haver “a descarga de barragens quer espanholas quer portuguesas – porque algumas delas estão a 100%, a 90 e tal por cento”. Chuva intensa, vento forte e agitação marítima até quarta-feira O quadro meteorológico de chuva intensa, vento forte, agitação marítima e queda de neve em Portugal continental deverá manter-se até quarta-feira, indicou na segunda-feira a Proteção Civil, alertando para um aumento das inundações, sobretudo nas regiões Norte e Centro. “Os nossos rios, neste momento, estão no limite da capacidade e, portanto, é natural que com esta precipitação haja, novamente, um aumento da gravidade das inundações um pouco por todo o país, nomeadamente na zona Norte e Centro”, afirmou o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre. De recordar que 15 pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas. O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros. Leia Também: 45 mil clientes sem energia elétrica em Portugal continental às 17h30

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